Por Priscila Krause*
A quantidade de vezes que a Polícia Federal tem feito operações na Prefeitura do Recife é absolutamente proporcional ao tamanho do rombo lá produzido com compras emergenciais para a pandemia. Muito triste, mas pouco surpreendente: levantamos, ainda em maio, que o Recife era a capital brasileira que mais havia contratado sem licitação (Covid-19).
Fato é que as compras emergenciais da Secretaria de Saúde do Recife obedeceram a um modus operandi muito claro: empresas de pequeno porte, quantidades milionárias, irregularidades administrativas. Folhas sem assinatura, não realização de cotações de preço. Trapalhadas de datas. Talvez apostassem na impunidade.
Além dos trabalhos de formiguinha de cada um que tem ido às instâncias fiscalizatórias federais e estaduais apontar as irregularidades – nosso mandato já fez isso três vezes, em 25/05, 27/05 e 15/07 –, temos como esperança a atuação de órgãos de controle, a exemplo da Polícia Federal. Confiamos que eles trarão todas as respostas!
Como de praxe, a gestão do PSB não se explica, no máximo afirmando à imprensa através de notas que as compras foram “regulares” e que os documentos foram enviados antecipadamente aos órgãos de controle. De lado a inverdade – os dadoo só foram para fiscalização depois que as compras foram realizadas – é um silêncio que diz muito.
*Deputada estadual pelo DEM