GRUPO P1 RAPPERS PROMOVE SHOW GRATUITO NA LAGOA DO CALÚ

P1Depois do sucesso do clipe “Juazeiro e Petrolina” o grupo P1 Rappers se apresentará na Lagoa do Calú, em Juazeiro (BA), no próximo sábado (18), a partir das 20h. O show será gratuito e apresentará músicas dos dois CDS do grupo: “4M’s e Nosso Corre”. A ideia é agradecer aos fãs e os novos seguidores do grupo nas redes sociais o incentivo durante os dois últimos meses em que o grupo lançou o clipe. O evento também contará com a presença dos grupos “Ideais Rappers” e “FÉrozes MC’s”.

O P1 Rappers tem 03 anos de formação e possui 04 integrantes: Euri Mania, Drama, Edson Pop e DJ Werson. O principal conteúdo do P1 é a rua, porque quando a RUA vira música, a rima vira RAP e as palavras subversão. É a “rua” que contesta o periférico, a margem, a exclusão, a desigualdade.

Todos esses temas reunidos a partir de crônicas da vida real. Crônicas de dor, de esperança, de contestação. Contestação do sistema, das diferenças, do preconceito e da opressão. Mostrando que a periferia também sabe “dizer” sobre ela, com conhecimento, poesia e consciência. Consciência que a “rua” também pensa, cria, produz arte, ler e interpreta.

E como a “margem” nem sempre é dor e lamentação, o grupo P1 Rappers também fala de amor, amizade e contemplação. Os “rappers” contemplam o Nordeste, o semiárido. Ser Nordestino também da rima, poesia e satisfação. Porque não é de sede que morre os nordestinos: é dos mesmos problemas sociais que passam as outras regiões.

A presença do Rap no semiárido nordestino mostra o quão urbano é essa região, ao mesmo tempo em que quebra estereótipos construídos ao longo da história do Brasil de que no Nordeste não vive, sobrevive. Um ritmo urbano, das periferias das capitais, chega ao semiárido para contestar, educar e mostrar que o Hip Hop, como movimento social, cumpre suas funções em qualquer lugar que se estabelece.

É por isso que o que o grupo P1 Rappers compõe por aqui tem uma proporção que não estabelece fronteiras regionais. Descaso, educação ineficiente, corrupção, falta de infraestrutura, saúde abandonada, os problemas do semiárido são os mesmos do resto do Brasil. E é através da palavra rimada que os quatro Jovens do grupo P1 desabafam, cantam: 4M’s – Mais Manos Mudando o Mundo. Eles são assim, rima com tudo que assusta, incomoda e emociona. É por isso que surpreende, desestabiliza e insiste: “Fazer RAP por fazer não vai mudar a cena”, (P1).

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