Raquel diz que enfrentou uma das campanhas “mais sujas” do Brasil

Em declaração após a vitória, Raquel disse ter enfrentado tentativas de abreviar seu mandato por meio de estratégias jurídicas e políticas, citando CPI, pedidos de impeachment e processos que, segundo ela, acabaram arquivados. A governadora também classificou a campanha de 2026 como uma das mais duras que já enfrentou.

Entre os episódios mencionados, Raquel citou cartazes anônimos espalhados pelo Recife que insinuavam que ela teria sido responsável pela morte do marido, Fernando Lucena, que morreu em 2022. O caso foi levado às polícias Federal e Civil e passou a ser investigado pela Justiça Eleitoral.

A governadora também mencionou integrantes ligados à campanha de seu principal adversário, João Campos (PSB), ao relatar os ataques. Ela afirmou que chegaram a atribuir a ela própria a autoria dos cartazes. Não há, contudo, comprovação de que a campanha de Campos tenha produzido ou distribuído o material. Na época, o então candidato repudiou os cartazes e negou qualquer relação com eles.

Outro episódio citado por Raquel foi a repercussão de uma fala gravada em maio de 2025. Segundo ela, o trecho divulgado nas redes sociais foi retirado de contexto e estava relacionado a uma conversa sobre uma cozinha comunitária, e não a uma médica ou a uma mulher grávida, como teria sido interpretado.

Raquel afirmou ainda que não teve oportunidade de explicar o contexto da declaração e disse que a fala não representa quem ela é. A governadora relacionou o episódio ao ambiente de polarização e ao chamado “cancelamento” nas redes sociais.

Raquel Lyra foi reeleita no domingo (4) com 53,27% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), derrotando João Campos, que terminou a disputa com 44,91%.

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