Já para as uvas brancas sem semente, assim como observado nas últimas semanas, o maior volume disponível tem limitado avanços mais expressivos. Ainda assim, a intensificação dos envios para exportação já permitiu ajustes pontuais nos preços da variedade. Em relação à qualidade, o cenário contrasta com o observado nas principais praças do Sudeste, onde as temperaturas mais amenas têm favorecido problemas de podridão e defeitos nas bagas.
No Nordeste, por outro lado, o calor mais intenso tem comprometido a qualidade de alguns lotes das brancas, com ocorrência de manchas amareladas e queimaduras nas frutas. Esse fator tem ampliado a pressão sobre os preços pagos nas roças e levado produtores a conceder descontos em alguns lotes. Nesse contexto, a semana encerrou com a uva branca embalada Cat 1 sendo comercializada a R$ 10,90/kg (+4,5%), enquanto, nas roças, a variedade foi negociada a R$ 4,45/kg (-24,1%).
Para outubro, a intensificação dos embarques internacionais tende a reduzir a disponibilidade de brancas sem semente no mercado doméstico em relação ao observado ao longo de setembro, favorecendo a recuperação dos preços. Para a negra, o maior direcionamento de frutas à exportação também pode restringir a oferta na praça. Mesmo com a perspectiva de avanço das colheitas, esse movimento pode contribuir para a sustentação das cotações da BRS vitória.
Fonte: hfbrasil.org.br