Promovida em parceria com o Jornal A Tarde, que tem sede em Salvador e é o veículo impresso mais antigo em circulação no estado da Bahia, a formação aconteceu na Escola de Formação Continuada de Educadores Parlim (EFEP) e reuniu cerca de 120 professores do 4º ano do Ensino Fundamental.
Durante o workshop, as palestrantes Isadora Cruz, pedagoga, e Daniela Assis, Jornalista, apresentaram as ferramentas e se dedicaram à criação do fanzine de forma prática. A publicação foi apresentada como uma revista alternativa, de produção colaborativa e democrática, sem fins comerciais, que, no contexto educacional, revela-se uma ferramenta potente para estimular a criatividade e a autoria das crianças.
Para a pedagoga e formadora Isadora Cruz, o fanzine em sala de aula se torna um importante recurso para dar voz às narrativas dos estudantes e estimular os processos de leitura e escrita. “Esse tema é muito importante para ser trabalhado aqui em Juazeiro, porque contribui para uma educação mais autoral, crítica, criativa e sensível. A proposta é valorizar textos que parte das histórias de vida, das experiências e das vivências dos próprios estudantes, especialmente no processo de aquisição da leitura e da escrita nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Nesse sentido, trabalhar com a perspectiva do fanzine é estimular a produção de textos autorais, exclusivos, críticos, criativos e sensíveis, dando voz aos nossos estudantes e valorizando aquilo que eles têm a dizer.”
Para a professora Irla Marion, que atua no 4º ano da Escola Municipal Ashila Gabriele e não conhece esse tipo de publicação, a formação irá contribuir para enriquecer sua metodologia e estimular a criatividade dos estudantes. “Está sendo muito bom e muito enriquecedor, porque eu já aprendi algumas dessas práticas em sala de aula, como a produção de histórias, a exemplo dos gibis, mas não conheci o fanzine e consegui uma proposta muito interessante. Agora vou aproveitar essa prática para desenvolver novas atividades com os meus alunos e, quem sabe, até construir o nosso próprio jornal em sala de aula. É uma forma de estimular a criatividade, a escrita aos meus alunos e, principalmente, dar voz aos nossos estudantes.”
Entre os participantes, a sensação era de voltar a ser estudante por um dia. Entre recortes de papel, canetas coloridas e muita criatividade, os professores colocaram a mão na massa para desenvolver seus próprios fanzines e experimentar, na prática, as possibilidades da ferramenta em sala de aula. Durante a formação, também foram sorteados brindes do Jornal A Tarde, como blocos de papel, canetas, ecobags e copos temáticos.