Enquanto isso… Desunião Progressista derrotou Eduardo da Fonte e Miguel Coelho

Em 2021 as Federações partidárias foram criadas no Brasil com o objetivo de unir por quatro anos partidos que desejassem disputar juntos as eleições, aumentando o seu poder de força. Isso se deu em função do fim das coligações partidárias cujo funcionamento se limitava ao período eleitoral.

Poucas conseguiram se formar, algumas padecendo logo nos primeiros contatos quando os conflitos entre os grupos a nível de estado, onde cada partido já tinha suas próprias lideranças, impediram o prosseguimento das negociações. Não foi o caso da Federação União Progressista que juntou o PP e o União Brasil e conseguiu ser oficializada para as eleições deste ano, tornando-se o grupo mais forte no Congresso Nacional e o mais beneficiado pelos fundos partidário e eleitoral.

Em Pernambuco, no entanto, a oficialização não representou um acordo. O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, presidente do União Brasil, nunca se entenderam. Eduardo ganhou o direito de ocupar a presidência estadual da Federação pois o PP tinha três deputados federais e oito estaduais e Miguel, cujo partido tinha dois deputados federais e um estadual não aceitou o comando de Eduardo.

O pior é que os dois desejavam disputar mandato de senador e passaram a negociar com o ex-prefeito João Campos – Miguel às claras e Eduardo nos bastidores – para ocupar uma das vagas de sua chapa. O mesmo fizeram com a governadora Raquel Lyra.

Como nenhum poderia ser majoritário sem o apoio do outro pois, mesmo tendo o controle burocrático da Federação, Eduardo não ia se arriscar à majoritária sem unir pelo menos os componentes de sua Federação, a luta prosseguiu até o último minuto só sendo resolvida na véspera da governadora realizar sua convenção quando Eduardo foi sacramentado para concorrer ao Senado e Miguel, contrariado, não foi sequer para a Convenção.

O resultado de todo esse imbróglio terminou este domingo quando Eduardo não conseguiu se eleger senador e para surpresa geral, Miguel Coelho, não se elegeu deputado federal, sendo superado pela deputada Clarissa Tércio, ficando na 1.a suplência.

Como em política o improviso nunca dá certo, Eduardo não teve tempo de se estruturar para vencer o pleito ao ponto de só ter passado a acompanhar a governadora durante a campanha oficial, o que impediu que o eleitor o enxergasse como nome apoiado por Raquel. Já Miguel foi vitimado pela própria disputa proporcional que é programada mais de um ano antes do pleito e só teve dois meses para isso.

Mendonça também foi vítima

As perdas em toda essa confusão não se limitaram aos dois. O deputado federal Mendonça Filho vislumbrou a possibilidade de ser candidato avulso ao Senado e, com o apoio da direita e o fato de ser amigo de Raquel, conquistar uma cadeira no Senado. Também foi vitimado. O eleitor acabou, pela primeira vez na história de Pernambuco, elegendo os dois senadores de um candidato a governador derrotado e a governadora eleita não elegeu nenhum.

Atrapalhados, muito eleitores de Raquel chegaram na urna sem saber quem eram os seus senadores. Já no lado contrário e com a ajuda de Lula, que veio a Pernambuco disposto a derrotar Mendonça, a esquerda pregou, como fez o presidente, o voto casado e elegeu Humberto e Marília, nacionalizando a disputa. (Via: Jc)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com