NASA pede para que o mundo prepare-se para o que ocorrerá em 12 de agosto

Por Pedro Silvini – 

O eclipse ocorrerá quando a Lua passar exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em determinadas regiões e projetando sua sombra sobre a superfície do planeta.

A faixa de totalidade passará por áreas da Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e nordeste de Portugal. Nesses locais, os observadores poderão presenciar o momento em que o dia escurece temporariamente e a coroa solar se torna visível.

Em outras partes da Europa, da África, da América do Norte, além de regiões do Alasca e da Sibéria, será possível acompanhar apenas um eclipse parcial, com diferentes níveis de cobertura do disco solar.

Em Dublin, por exemplo, cerca de 94% do Sol ficará encoberto, enquanto Oslo registrará aproximadamente 83%. Já Montreal verá 18% do disco solar oculto, Nova York cerca de 9% e Norfolk, nos Estados Unidos, apenas 2%.

O último eclipse solar total ocorreu em abril de 2024, quando a faixa de totalidade atravessou México, Estados Unidos e Canadá. Na Europa continental, um eclipse dessa magnitude não era observado havia aproximadamente uma década, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).

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(Reprodução/Magnific)

NASA reforça cuidados para observar o eclipse

A principal recomendação da NASA é utilizar óculos certificados para observação solar durante todas as fases parciais do eclipse. Mesmo quando apenas uma pequena parte do Sol permanece visível, olhar diretamente para o astro sem proteção adequada continua sendo perigoso.

A observação direta só é considerada segura durante o curto período de totalidade, quando o Sol estiver completamente encoberto pela Lua. Assim que a luz solar voltar a aparecer, os equipamentos de proteção devem ser recolocados imediatamente.

Dia reunirá outros eventos astronômicos

Além do eclipse, o dia 12 de agosto promete uma sequência rara de fenômenos celestes. Antes do amanhecer, seis planetas poderão ser vistos formando um arco no céu. Após o pôr do sol, o pico da tradicional chuva de meteoros Perseidas deverá ocorrer sob condições favoráveis, graças à Lua Nova, que reduz a interferência da luminosidade natural.

Pesquisadores também aproveitarão o eclipse para realizar estudos científicos. A ESA fará uma transmissão ao vivo a partir do Observatório Astrofísico de Javalambre, na Espanha, enquanto a NASA também exibirá a cobertura do fenômeno. Universidades norte-americanas lançarão mais de 60 balões de alta altitude na Espanha e na Islândia para medir alterações na atmosfera terrestre durante o eclipse, incluindo variações de temperatura e outros efeitos provocados pela rápida redução da luz solar.

Outro destaque será a tentativa de registrar auroras boreais durante o eclipse na Groenlândia, uma combinação extremamente rara que poderá proporcionar imagens inéditas caso haja intensa atividade solar no período.

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