O ANÚNCIO DA DERROCADA MORAL DA POLÍTICA NA JUSTIÇA

8 motivos que fazem da indicação de Alexandre de Moraes ao STF um desastre nacional – e, pior: um desastre que vai durar 3 décadas:

1 – Em 2014 Alexandre de Moraes já foi advogado de Eduardo Cunha. À época, Cunha foi acusado por uso de documento falsificado, mas AdM conseguiu absolvê-lo. Representar juridicamente alguém da estirpe de Eduardo Cunha não é crime, mas tampouco é aceitável que o advogado que tenha aceitado esse trabalho seja o indicado para o cargo mais alto da justiça brasileira.

2 – Alexandre de Moraes advogou para o PCC. Pra ser mais específico, AdM advogou em 123 processos de uma empresa acusada de lavar dinheiro para o PCC. Vou repetir: AdM foi advogado de defesa em cento-e-vinte-e-três processos de uma empresa acusada de ligação com o PCC. Representar juridicamente membros de uma facção criminosa não é crime, mas tampouco é aceitável que o advogado que tenha aceitado esse trabalho seja o indicado para o cargo mais alto da justiça brasileira.

3 – Especialistas em segurança-pública afirmam com todas as letras: Alexandre de Moraes é uma tragédia anunciada. Um profissional nada transparente, nada aberto ao diálogo e extremamente conservador. Isso, na prática, significa que AdM, uma vez ocupando uma cadeira no STF, vai buscar punir mais – menos seus cúmplices, claro -, sem consultar ninguém e sem ser questionado. E terá muito poder pra conseguir o que quer.

4 – Uma vez no STF, Alexandre de Moraes, um filiado ao PSDB, será, na prática, um aliado do Governo Temer – mais conhecido como o governo composto por mais investigados que já se teve notícia. AdM é um amigo pessoal do presidente e já citou Temer em inúmeros trabalhos, inclusive em sua tese de doutorado.

5 – Nessa tese de doutorado, Alexandre de Moraes afirma que não é bacana um ministro de Estado ser indicado a cargo no STF, pois isso abriria espaço para ‘demonstrações de gratidão política’. E é exatamente isso que Temer está fazendo ao indicá-lo, afinal, Alexandre de Moraes, definitivamente, não é o nome mais técnico para o cargo.

6 – Pois vale dizer que Alexandre de Moraes nunca foi o aluno brilhante da sala. Nem o mais brilhante dos concursos públicos que participou. Chegou a ficar em último lugar em alguns concursos e também a tirar nota Zero em uma de suas teses. A professora que zerou sua nota argumentou que a tese estava “vamos dizer assim: deixando a desejar.”

7 – Em 2004 Alexandre de Moraes era professor de Direito e foi acusado pelos próprios alunos de defender, em plena sala de aula, métodos de tortura para retirar informações de acusados de crimes.

8 – Se assim desejar, Alexandre de Moraes poderá permanecer no STF até 2043. Ano em que terá 75 anos. Idade em que qualquer ministro do STF é obrigado a se aposentar. Isso daria a AdM um total de 25 anos dotado de um poder supremo em suas mãos. 25 anos de poder.

Todos fatos citados acima estão na internet. Àqueles que duvidarem de alguma informação podem jogar no Google. Como li por aí: “Alexandre de Moraes no STF não é colocar a raposa vigiando o galinheiro. É depenar as galinhas, fechar a granja e abrir uma boca de fumo.”

Pesado, né? Aliás, quero trazer a vocês o significado da palavra ‘supremo’ de acordo com o dicionário:

“Que está acima dos demais: poder supremo;
Divino; que faz referência a Deus: a suprema bondade;
Principal; o que tem maior relevância: momento supremo;
Derradeiro; o que sobrou: coragem suprema;”

Com as informações acima devidamente compiladas, fica claro que Alexandre de Moraes não é o nome mais técnico para o cargo, tampouco o nome mais limpo para representar o suprassumo da Justiça brasileira, sequer o profissional mais equilibrado para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal desse país. Um desastre se anuncia Quebrando o Tabu

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