QUEM SE HABILITA PARA PREFEITO COM O 2º TURNO EM PETROLINA

*Claus Oliveira

blogqspprefeito0Em 2016, o sucessor de Júlio Lóssio na prefeitura de Petrolina dificilmente será definido em votação única. Tudo porque Petrolina (com 190.369 eleitores, hoje) precisa somente de 9.632 novos votantes para que a próxima eleição de prefeito seja decidida em dois turnos, caso o candidato mais votado na primeira votação não alcance mais da metade dos votos válidos.

De imediato, a concretização do segundo turno vai agitar a política petrolinense. É provável que aumente bastante o número de candidaturas para prefeito (e vereadores) ou que a disputa se polarize (JL e ‘aliados’ vs Coelhos e Cia). Por outro lado, seriam testadas, eticamente e pela primeira vez em Petrolina, as negociações para evitar ou provocar uma nova ida às urnas.

Assim, a estratégia do ‘tirar voto’, que causa pouco impacto numa votação única,  agora será explorada em demasia. O receio é que essa tática aceitável seja ainda mais profanada com atos de corrupção, como a compra de votos e apoios políticos.
Paralelo a isso, com a campanha mais longa (em dias) para a propaganda ‘gratuita’, os candidatos vão desembolsar mais dinheiro para custear programas de rádio/TV e pagar a militância de rua. O Ministério Público tem papel muito importante nas eleições em duas fases. 

Por ora, no páreo pela prefeitura de Petrolina temos o deputado federal Fernando Filho (PSB), mais cotado da oposição (pelo 2º lugar em 2012); o PT, do estadual Odacy Amorim (3º colocado), sinaliza um alinhamento com Lóssio; a novidade seria a importação de Adalberto Cavalcanti (PTB). Ex-prefeito de Afrânio, cidade com baixa densidade eleitoral (15,4 mil votantes), o petebista, que passou pela Assembleia pernambucana vai desembarcar em Brasília, referendado principalmente pelo eleitor petrolinense.     

A leitura preliminar das urnas, a partir do resultado em 2014, tem servido de sinalizador para os postulantes à prefeitura de Petrolina em 2016. Amorim, por exemplo, ainda comemora o salto de 11,5 mil votos apenas no eleitorado de Petrolina em relação a 2010. Cavalcanti, estreante na Câmara dos Deputados, também festeja amealhar 30% do bolo eleitoral de Petrolina e, de quebra, desbancar veteranos sendo o federal mais votado no município. 

Entre 2010 e 2014, a proporção do eleitorado de Filho em Petrolina (calculada pela votação total), saiu de 17,98% para 31,81%. Na eleição mais recente, o socialista obteve 112.684 votos em todo o Estado. A título de comparação, FF teve 166.493 votos no pleito anterior (em 2010).   
 
Contudo, nunca é demais lembrar: ultimamente, voto de deputado não elege prefeito em Petrolina. Diante da urna, o cidadão dissocia a função executiva municipal da legislativa estadual ou federal quando pleiteadas pela mesma pessoa. E com a eleição em dois turnos, o petrolinense deverá ficar ainda mais crítico e seletivo. Quem se habilita a convencê-lo?

*Claus Oliveira, jornalista (dados do TRE/PE)

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