*Daniel Bramatti
A série de pesquisas sobre as eleições de 2014 foi marcada por ultrapassagens e viradas. A última aconteceu na reta final do 2.º turno, quando o tucano Aécio Neves perdeu a pequena vantagem numérica que chegou a ostentar, logo depois do 1º turno, sobre a petista Dilma Rousseff.
A pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira, 23, mostrou Dilma com oito pontos porcentuais de vantagem sobre o adversário: 54% a 46%, levando-se em conta apenas o universo dos votos válidos, do qual são excluídos nulos e brancos, além dos eleitores indecisos. O mesmo instituto havia publicado, uma semana antes, levantamento que mostrava Aécio com 51% e Dilma com 49% – resultado que, em si, já representava uma virada, já que o tucano havia chegado em segundo lugar no 1º turno.
Na primeira rodada da eleição, Aécio teve 34% dos votos válidos, e Dilma, 42%, em valores arredondados. Ou seja, no início do 2º turno, o tucano avançou 17 pontos porcentuais, dez a mais do que a petista. O impulso do tucano se deu graças à adesão massiva de eleitores que, no 1º turno, haviam optado pela candidatura de Marina Silva (PSB).
Pesquisas mostraram que, mesmo antes do anúncio oficial de apoio de Marina a Aécio, dois em cada três eleitores dela já declaravam voto no candidato do PSDB. A própria Marina Silva ficou fora do 2º turno graças a uma virada. Principal novidade da campanha, por ter assumido em agosto a candidatura presidencial do PSB após a morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidente aéreo, ela chegou a deslocar Aécio para a terceira colocação.
As pesquisas Ibope de junho, de julho e do início de agosto mostravam o candidato tucano com uma lenta tendência de crescimento: primeiro 21%, depois 22% e, por fim, 23%.
*Daniel Bramatti, Agência Estado