André Rigue, da CNN Brasil
Autoridades alertam para flutuações nas redes elétricas, irregularidades em satélites e possibilidade de auroras boreais em áreas pouco características
As poderosas explosões no Sol que ocorreram nos últimos dias geraram alertas de tempestades solares em direção à Terra. O pico ocorre entre este sábado (4) e domingo (5), segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês), dos Estados Unidos.
Inicialmente, esperava-se tempestade solares com força moderada. No entanto, um aviso emitido no fim da noite de sexta-feira (3) elevou o risco para uma tempestade considerada forte – categoria G3, numa escala de 1 a 5.
A área norte da Terra será principalmente atingida. Podem ocorrer flutuações na rede elétrica. Sistemas de energia em altas latitudes podem apresentar alarmes de tensão. É possível que haja aumento do arrasto em satélites em órbita baixa da Terra. O sistema de rádio pode sofrer instabilidade e os astronautas que estão no Espaço têm de se proteger da radiação solar, que pode ser mortal.
Além disso, são esperadas auroras boreais de forte intensidade, alcançando áreas inusitadas. Segundo a NOAA, as auroras boreais devem ser vistas até nos Estados Unidos.
Poderosas explosões solares ocorreram nos últimos dias, com destaque para uma erupção de classe X1.1, considerada a categoria mais forte, segundo a Nasa.

A classe X indica as erupções mais intensas, enquanto o número fornece mais informações sobre sua força. A erupção X1.1 ocorreu no dia 30 de junho, informou a Nasa.
A sequência de explosões solares gerou ejeção de massa coronal em direção à Terra.
Já a escala de tempestade solares vai de G1 (menor) até G5 (extremo). A classe G3 é considerada maior.
O que é uma erupção solar
As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observado.
Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.

O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.
Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3…) – é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.
Veja a tabela abaixo:
- Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
- Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
- Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
- Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
- Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências