As publicações que associam a ex-presidente do PL Mulher à sigla petista ganharam força após episódios de desistência da liderança da ala feminina do partido e ruptura do apoio de Flávio Bolsonaro pelas eleições presidenciais. Na última quarta-feira (1°), o enteado criticou os ataques e pediu o apoio para união com Michelle.
Após isso, Michelle elogiou um programa do governo Lula, na oposição, e manifestações públicas de apoio a medidas do governo federal. Segundo informações dos bastidores do portal Metrópoles, entre parlamentares e militantes petistas, o episódio foi recebido com ironia, resultando na criação de montagens que retratam a ex-primeira-dama como a “funcionária do mês” do PT.
Mensagem com imagem de Michelle | Foto ilustrativa: Reprodução / Metrópoles
Paralelamente, o descontentamento na ala bolsonarista ficou ainda mais voraz após uma declaração de Michelle sobre o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, ação formulada pelo Ministério da Educação (MEC) sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
A ex-primeira-dama classificou a iniciativa do atual governo como um “sonho realizado”. Em reação ao aceno institucional, o presidente do PL, Waldemar Costa Neto, alega que a ex-primeira-dama não tem pretensões de concorrer ao Senado Federal, mesmo já havendo pesquisas pelas cadeiras na casa.
Parlamentares alinhados a Jair Bolsonaro passaram a compartilhar, em grupos restritos de mensagens como o WhatsApp, montagens de Michelle vestida com trajes de militante petista. O movimento de opositores que buscam associá-la à esquerda ocorre de forma simultânea às publicações satíricas.