PorMarcio Dolzan•Enviado Especial –
Na prorrogação, Ferran Torres faz o gol para entrar para a história
EAST RUTHERFORD, NJ (EUA) – Pelos próximos quatro anos, o melhor futebol do mundo continua falando espanhol, mas agora com sotaque ibérico. Com gol de Ferran Torres na prorrogação, a Espanha bateu a Argentina por 1 a 0 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, neste domingo (19), e conquistou a Copa do Mundo de 2026. É o segundo título espanhol da história, igualando Uruguai e França.
Espanha controla as ações, mas Argentina faz 1º tempo seguro
Nas arquibancadas do MetLife, os argentinos ocuparam a maior parte dos assentos, mas no campo foram os espanhóis que controlaram os espaços no primeiro tempo. Ainda que a posse de bola tenha sido parelha — algo que se esperava de duas equipes que passaram a Copa do Mundo inteira procurando pelo domínio —, foi a Espanha que propôs o jogo por quase 35 minutos, com a Argentina se protegendo.
Pela Espanha, Yamal e Dani Olmo eram os mais acionados pelo lado direito, mas um jogador teve especial destaque nos primeiros 49 minutos: Cucurella, bem aberto pelo setor esquerdo. Ao lado de Baena e Laporte, o lateral era um dos responsáveis por marcar Messi, mas Cucurella também surgiu como principal força ofensiva espanhola por aquele lado do campo.
Ainda assim, a Espanha teve apenas duas chances de gol no primeiro tempo, uma com Yamal chutando em cima de Dibu Martínez, outra com Oyarzábal chutando de fora da área para fácil defesa do goleiro.
A Argentina, por sua vez, defendia-se bem e buscava os lançamentos a Julián Álvarez como alternativa ofensiva. Messi, bem marcado, quase nada fez. E foi nesse ritmo que o primeiro tempo da final da Copa do Mundo terminou num quase insosso 0 a 0.
Espanha aluga campo argentino, e Dibu Martínez é o salvador

Lionel Scaloni veio com mudanças para o segundo tempo. Otamendi entrou minutos antes do intervalo na vaga do lesionado Lisandro Martínez, e Leandro Paredes e, depois, Nahuel Molina foram para o jogo.
A Argentina iniciou mais ofensiva, porém, mais uma vez, Lionel Messi não conseguia receber a bola no meio-campo. Aos poucos, a Espanha foi ganhando terreno. Rodri distribuía o jogo a partir do meio-campo e Lamine Yamal começava a preocupar os argentinos pela direita.
A partir daí, os espanhóis alugaram o lado argentino e fincaram bandeira até o fim do jogo. O problema é que foram dezenas de minutos rodando a bola de um lado para o outro, sem conseguir penetrar na grande área. As conclusões, esparsas, eram em chutes da entrada da área ou em escanteios, todas com Dibu Martínez defendendo sem maiores riscos. Nico Williams ainda teve uma boa chance em contragolpe aos 46, mas Dibu, mais uma vez, fez boa defesa.
Aí Enzo Fernandez chegou de sola, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. E a Argentina iria para a prorrogação com um a menos — por pouco, porque no último lance Lamine Yamal bateu falta frontal e Dibu Martínez voou para defender.
Espanha marca no segundo tempo da prorrogação
Com um a mais em campo e mais à vontade desde o segundo tempo, a Espanha seguiu em cima da Argentina na prorrogação. Dibu Martínez, sempre ele, salvou em chute de Nico Williams logo no início do tempo extra, mas não conseguiu evitar o gol do mesmo Williams aos 6 — quem evitou foi o companheiro Merino, que fez falta, dando um pisão involuntário em Otamendi.
Acuada até então, a Argentina começou a se soltar. Messi, que até então simplesmente não conseguia jogar, passou aos poucos a ter espaço no círculo central e a distribuir o jogo. Faltava aos argentinos, contudo, conseguir chegar ao ataque.
Quando o segundo tempo da prorrogação começou, a Espanha foi novamente à carga. E aí, enfim, chegou ao gol que tanto almejava. Logo a 1 minuto, Yamal foi ao fundo pela direita e cruzou no segundo pau; Nico Williams ajeitou de cabeça para o meio da área e Ferran Torres bateu para o gol, e para entrar para a história.
Aos 7 minutos, num contra-ataque, Ferran Torres ainda tocou para as redes, mas estava impedido. O jogo até então era um massacre nos números: a Espanha tinha 20 finalizações, 12 no gol, e a Argentina, nenhuma. Mas, nos minutos finais, os argentinos se lançaram em desespero para frente e, num escanteio, já nos acréscimos, tiveram a melhor chance: Messi cobrou e a bola sobrou para Simeone, de frente para o gol, bater por cima.
Visão do Lance!
Lance Capital 💡
Ferran Torres marcou o gol do título da Espanha no segundo tempo da prorrogação. O jogador foi o herói da conquista do bicampeonato da Espanha.
Deu aula 🏅
Ferran Torres foi o grande destaque do jogo. Afinal, ninguém pode ter jogado melhor do que o autor do gol do título mundial. Mas Dibu Martínez merece menção honrosa e Rodri dominou as ações no meio-campo.
Ficou abaixo 📉
Leandro Paredes entrou após o intervalo, tomou um cartão amarelo logo aos sete e passou boa parte do tempo tentando ganhar no grito, não na bola.
Ei, juiz 📣
Slavko Vincic foi condescendente com Mac Allister aos 15, quando ele deu entrada dura em Dani Olmo na intermediária e o árbitro esloveno marcou apenas falta. Lance merecia cartão amarelo.

✅ FICHA TÉCNICA
ESPANHA 1 x 0 ARGENTINA
🏆 Copa do Mundo — FINAL
📆 Data e horário: domingo, 19 de julho de 2026
📍 Local: MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)
🥅 Gols: Ferran Torres (1’/2ºT, da prorrogação)
🟨 Cartões Amarelos: Lisandro Martinez, Paredes, Enzo Fernández (ARG)
🟥 Cartão Vermelho: Enzo Fernández (ARG)
⚽ ESCALAÇÕES
🟡🔴 Espanha
Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric Garcia) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Oyarzabal (Ferrán Torres) e Baena (Nico Williams).
Técnico: Luis de la Fuente.
🔵⚪ Argentina
Martínez; Montiel (Molina), Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, De Paul (Simeone), Mac Allister e Messi; Julián Alvarez (Senesi) e Nico González (Paredes).
Técnico: Lionel Scaloni.