O seminário acontece em uma data simbólica: 17 de junho é o Dia Mundial de Combate à Desertificação, instituído pela ONU em 1994. E o calendário deste ano torna o momento ainda mais estratégico. Em agosto, a capital da Mongólia, Ulaanbaatar, recebe a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17 da UNCCD), o principal fórum internacional sobre o tema.
A desertificação não é um fenômeno distante da realidade baiana. Mais de 80% do território estadual apresenta condições climáticas favoráveis à sua ocorrência, e regiões como o Norte do estado e o Sertão do São Francisco já registram indicativos concretos de aridização, processo de longo prazo que torna uma região progressivamente mais seca pelo aumento das temperaturas e pela redução das chuvas.
A programação combina o seminário que acontece no dia 17, com painéis de debate e troca de experiências, e a Oficina de Atualização do Plano de Ação Estadual de Combate à Desertificação (PAE-Bahia), no dia 18, com atividades participativas voltadas à construção coletiva de propostas para o fortalecimento das políticas estaduais de prevenção e enfrentamento da desertificação. A Oficina tem um público reduzido de convidados para viabilizar as dinâmicas participativas para elaboração do novo PAE Bahia.
O seminário é coordenado pela Sema em parceria com a UNIVASF, anfitriã do evento, e com as três instituições baianas integrantes da CNCD: o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), a Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (AGENDHA) e a Escola Família Agrícola do Sertão (EFASE).
Fonte: Ascom/Sema