Desde o início de maio, a tommy tem apresentado aumentos consecutivos no preço médio de venda, reflexo de uma oferta bastante controlada da variedade nas principais regiões produtoras do País. Nesta semana (18 a 22/05), mesmo diante de um mercado com baixa liquidez, a limitada disponibilidade da fruta foi fator determinante para a continuidade do aumento das cotações no Semiárido nordestino. No Vale do São Francisco (BA/PE), o crescimento observado foi de 28%, chegando a R$ 3,03/kg na semana. Em Livramento de Nossa Senhora (BA), a média registrada foi de R$ 2,72/kg, um aumento de 26% frente à semana anterior.
A palmer, por sua vez, foi ainda mais impactada pelo mercado desaquecido, o que impediu novos avanços de preços, como pôde ser observado na semana passada. De acordo com colaboradores do Hortifrúti/Cepea, apesar de o volume colhido estar menos expressivo em comparação ao mesmo período de anos anteriores, o montante armazenado disponível da palmer aumentou nesta semana em virtude da dificuldade em escoar a produção. Assim, o preço médio praticado da variedade foi de R$ 1,63/kg no Vale, estável, e R$ 1,46/kg em Livramento, queda de 12%.
Pelo menos até o final do segundo semestre, a perspectiva é de manutenção da oferta restrita. Portanto, para junho, produtores nutrem expectativa por uma continuação dos preços elevados da tommy, além da melhora das cotações da palmer, a depender da capacidade de retomada das exportações com destino ao mercado europeu, como também do escoamento da produção no mercado interno.
Fonte: hfbrasil.org.br