Este mês foi escolhido para realização do Júri Popular de Adão Gonçalves da Silva que assassinou friamente Jaime Barbosa Soares, no ano de 1996 em Curaçá/BA, com um tiro à queima roupa, abaixo do olho direito e fugindo do local e sendo procurado por 22 anos. A sua filha, Janicléia de Souza Soares, hoje advogada, participou do Programa Bastidores da Cidade e falou e falou aos ouvintes de Farnésio Silva, sobre o fato.
Segundo disse Janicleia, ela viu seu pai sendo morto de maneira estúpida e decidiu que esse crime não ficaria impune e que a memória de seu Pai, Jaime, seria respeitada, e que o criminoso que lhe privou do amor paterno teria que pagar pelo crime na justiça. “Não é fácil falar sobre este assunto, meu pai foi morto de uma forma brusca. Eu na época era a filha caçula e presenciei tudo, minha família foi totalmente desestruturada”.
Janicleia de Sousa contou, que ao se formar em Direito voltou para a cidade e se habilitou como assistente de acusação junto ao Ministério Público, dessa forma trazendo mais informações ao processo, e foi assim que descobriu que ainda podia ver o assassino de seu pai preso, pois, a lei estava a seu favor, visto que o crime mesmo após 22 anos não havia prescrito, pois, o acusado não teria sido ouvido na justiça, à época.
Com essa informação Janicleia foi a luta e com muita perseverança descobriu que Adão vivia em uma cidade pequena no interior de Goiás, onde foi preso em outubro de 2017 e trazido para Juazeiro em setembro de 2018, onde encontra se custodiado no presídio à disposição da justiça.
Adão Gonçalves da Silva confessou o crime ao ser ouvido em 2017 e será levado a Júri Popular no próximo dia 27 de agosto, na cidade de Curaçá/BA. Janicleia poderá retomar sua vida, que segundo a mesma ficou suspensa por um longo período quando dedicou seus dias a recolher dados e informações necessárias para que a justiça fosse feita. “Foram longos anos, muito trabalho, ligações, viagens até a prisão do assassino. Agora é aguardar a decisão do Júri, que conhece bem a nossa luta e o sofrimento causado com a morte de meu pai. Sinto que agora vou poder levar minha vida normalmente, pois, cumpri minha promessa. Fazer justiça a memória de meu pai”, desabafou.
Da Redação/BlogQSP- Com informações Lidiane Souza