Eduardo Bolsonaro, cogitado pelo pai, não seria o primeiro caso. A embaixada do Brasil em Washington já foi ocupada por gente de fora da carreira. Rodrigues Alves nomeou Joaquim Nabuco, Getúlio nomeou Oswaldo Aranha e o banqueiro Walther Moreira Salles. Castello Branco nomeou Juracy Magalhães.
Por falar em Castello, o marechal que demitiu um irmão, ficou impassível quando a Marinha negou ao seu filho Paulo a patente de almirante. Paulo Castello Branco foi o filho que todo presidente deveria sonhar em ter.
(Elio Gaspari – Folha de S.Paulo)
Decisão suprema
Súmula 13 do STF: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 3º grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição” (…).
O CGU acha que não. (Carlos Brickmann)