1964 NUNCA MAIS

31 DE MARÇO OU 1º DE ABRIL: DIA DO GOLPE DE 64 É MOTIVO DE DISPUTA

Cristiane Capuchinho/UOL

  • memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/Arquivo Nacional

    Militares se movimento em frente ao Ministério do Exército no dia 2 de abril de 1964 no Rio de Janeiro

    Militares se movimento em frente ao Ministério do Exército no dia 2 de abril de 1964 no Rio de Janeiro

A história sobre o movimento que depôs o presidente João Goulart em 1964 tem diversas versões. 52 anos após o acontecido, historiadores ouvidos pelo UOL Educação explicam a diferença entre dizer que o golpe de Estado aconteceu no dia 31 de março ou no dia 1° de abril.

31 de março o u 1° de abril

As primeiras movimentações militares começam na madrugada do dia 31 de março para o dia 1° de abril de 1964. Até o dia 2 de abril o país passa por um processo de derrubada do presidente, que termina quando o Congresso declara vaga a presidência e empossa Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados.

“O processo pode ter começado no dia 31 de março, mas o regime se fez viger mesmo no dia 1° de abril”, pontua Marcos Antonio Silva, professor de história da USP (Universidade de São Paulo). O fato de militares e defensores do movimento comemorarem o dia 31 de março como data da “revolução” é uma tentativa de fugir de brincadeiras com o dia da mentira. “Quem implantou a ditadura quis fugir das piadas, que chamassem de regime da mentira.”

“A melhor data para marcar o golpe é o dia 1° de abril, antes disso o presidente João Goulart ainda estava no poder”, considera Luiz Antonio Dias, historiador da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

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