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A LUTA CONTINUA COMPANHEIR(O)


Falar é fácil. Mas, falar antecipadamente sobre as decisões do Partido dos Trabalhadores e, se for à presença da direção estadual, não é tão fácil assim. Foi à leitura e sentimento da platéia que pagou para ver e ouvir se o deputado federal em exercício Joseph Bandeira, aos “berros” reafirmaria que “Salvador não vai ensinar Juazeiro a fazer política”.


Numa mesa composta por autoridades institucionais e políticas, federais, estaduais e municipais, ladeado de um lado por Jonas Paulo o presidente estadual do PT e do outro por Flávio Luís secretário de Gestão Estratégica do município que representava o prefeito Isaac Carvalho (PCdoB), o “destemido” Joseph Bandeira falou de Código Florestal, de União Estável entre pessoas do mesmo sexo, jogou confetes em sua esposa Flor de Maria, citou a base política nacional de sustentação do governo petista, mas, quando quis se empolgar para falar da distribuição dos cargos estaduais e federais ora indefinidos, o deputado federal em exercício, não pôde avançar muito. Queria falar da oposição que ocupa espaços petistas, mas, talvez tenha recuado, ao se lembrar que foi ele mesmo a preterir da presença de companheiros e companheiras petistas nos principais espaços de governo para, dar vez aos seus aliados pessoais, incluindo ai, opositores ferrenhos ao governador Jaques Wagner e a presidenta Dilma Roussef.


Assim, dessa vez, o legítimo encontro organizado e convocado pela executiva estadual do Partido dos Trabalhadores foi conduzido com muita tranqüilidade e sensatez por seus presidente e secretário geral. O tom foi dado por Jonas Paulo que em momento algum, declarou, negou, menos ainda afirmou que, o PT tenha candidato, pior que se, caso o tenha, seja Joseph Bandeira. Lamentavelmente, o GB (grupo josephista) que ora milita no Partido dos Trabalhadores, não pôde mais festejar a candidatura de seu líder, principal opositor ao governo do PCdoB, através do seu filho Leonardo Bandeira (PT).


Risos disfarçados foram percebidos nos semblantes dos petistas e aliados, quando o secretário geral Osmar Galdino alfinetou Joseph Bandeira fazendo-o lembrar que, “antes de discutir cargos, deve-se pensar e trabalhar para aglutinar as forças aliadas”. Música aos ouvidos mesmo, aos aliados presentes, foi ouvir o presidente estadual do PT Jonas Paulo priorizar a unidade da base, nas principais cidades do estado baiano, inclusive Juazeiro, pensando as eleições 2012 e 2014, sem sequer mencionar a candidatura antecipada de Joseph.


Pelo visto, o Encontro Regional do Partido dos Trabalhadores em Juazeiro, organizado e conduzido por seus principais membros da executiva estadual, presidente e secretário geral, veio corroborar a declaração do governador Jaques Wagner, quanto a dar apoio ao candidato que trabalhar unido à base pensando a política macro do estado. Coube ao deputado federal em exercício Joseph Bandeira finalizar mais um dos seus repetitivos discursos, cantando “parabéns pra você” para aniversariante do dia, a sua digníssima esposa Flor de Maria.


Farnésio Silva

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Uma vergonha que virou rotina

* Gonzaga Patriota

Quase todos os anos parte da região semi-árida do Nordeste sofre com as constantes secas e, o governo brasileiro gasta milhões e milhões das suas parcas reservas cambiais, com medidas paliativas de fretamento de carros pipa e frentes de emergência.


Nada de ações concretas para conviver com esse fenômeno natural. A história se inverte e, se repete também, quase todos os anos, no litoral nordestino e na região sul e sudeste do Brasil. Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e outros grandes centros urbanos do país, bem como a Zona da Mata, em Alagoas e Pernambuco, são atingidas por fortes chuvas, que causam destruição e mortes.


A imprensa, constantemente, mostra que o governo federal gasta mais na reconstrução de parte dessas cidades, além de pontes, estradas e outros bens de uso público, do que com a prevenção desses desastres naturais, nessas regiões.


Esta semana, a presidente Dilma, atendendo a pedido do governador Eduardo Campos, começou a liberar recursos para políticas públicas de prevenção e convivência com as chuvas na Zona da Mata de Pernambuco, bem como com obras hídricas no sertão do Estado. Isso vai evitar que os pernambucanos vivam o resto das suas vidas assistindo a esses vergonhosos filmes.


* Deputado federal pelo PSB-PE

 

Blogdomagno

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O dia que os vereadores de Juazeiro falaram a mesma língua

Emerson Rocha

A câmara Municipal de Juazeiro viveu um momento pouco comum na sessão desta terça-feira (10). Tudo começou quando o vereador José Carlos Medeiros (PV) foi até a tribuna e exibiu a entrevista de um homem em um programa de rádio da cidade. O conteúdo da gravação abalou os parlamentares juazeirense. Sem uso de meias palavras o cidadão que se identificou como Fábio Lima fez duras críticas e acusações aos membros da Casa Aprígio Duarte Filho. Revoltados com o conteúdo da gravação, os edis, sem se importar se era de oposição ou situação, passaram a falar a mesma língua. Em todos os discursos o que se via era a defesa ferrenha dos vereadores de Juazeiro

Eles (vereadores) estavam certos em defender a imagem da Casa? Sim! Afinal, a instituição tem que ser protegida sempre que existam acusações que não possam ser provadas. E o vereador José Carlos Medeiros que levou ao plenário da Câmara a visão indignada de um eleito? Esse agiu de forma correta. Embora a sua decisão não tenha sido bem recebida por alguns de seus pares, os vereadores devem saber que assim como o senhor Fábio Lima, que teve espaço em um veículo de comunicação para falar o que pensava dos edis, muitos Joões e Marias de Juazeiro devem pensar da mesma maneira.

Sobre a atitude do cidadão que procurou um meio de comunicação para dizer o que pensa do legislativo municipal, foi uma ação, com interesses políticos ou não, corajosa! Vivemos em uma democracia na qual todos têm o sacrossanto direito de externar a sua opinião. Agora, temos que ter a responsabilidade e a certeza de que para toda ação existe uma reação.

E a reação do legislativo municipal virá. O presidente da Casa, Nilson Barbosa (PTB), que teve o nome citado na entrevista, foi um dos mais revoltados com as acusações e disse que irá procurar meios legais para responder as insinuações feitas no rádio. Esse, aliás, foi um pedido quase que unânime entre os vereadores.

Porém, o que os vereadores de Juazeiro têm que trazer para a Câmara de vereadores, que é a casa do povo juazeirense, é a Tribuna Popular. Nesse espaço todo homem e mulher dessa cidade que queira defender o interesse do seu bairro e tenha vontade de falar, desde que seja de forma responsável e dentro da lei, o que pensa dos políticos que ele elegeu como seu representante possa expor a sua opinião. A democracia no Brasil só andará quando o povo sair da posição apenas de eleitor. A voz do cidadão tem que ser ouvida, mas sempre com respeito ao próximo.


 

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