Sou da Juazeiro
Da canção quase perdida
Ofício da esperança
Desenhado em meu trabalho
Deserto de um verdadeiro amor
Onde me junto me espalho
Cantando vou à luta
Não me escondo
Não me acovardo
Não engano
Não me calo
Um caminho que de tanto caminhar
Já não me cansa
Sou da Juazeiro da história
Da verdadeira fé
Desde criança
Sem medo da língua ferina oculta
Onde a maldade labuta mas não me alcança
Mesmo me ferindo pelas costas
Com sua fria, torpe e enferrujada lança
Sem ódio, sem rancor
Sem arrogância, sem prato frio de vingança
Sou da Juazeiro de uma paz
Quero distância dos prepotentes
Dos mentirosos, desonestos,brutos e boçais
Sou de muito amor por humanos e animais
Não sou hiena em pele de cordeiro
Talvez cordeiro em pele de leão
Minha verdadeira bandeira
Brilha, impávida, na imensidão da imensa escuridão
Maltrapilho, iluminado, por inteiro
Pois Juazeiro é o jeito da minha alma
Do meu triste alegre coração.

