CANÇÃO PARA UMA CERTA SEXTA FEIRA

unnamed(Maurício Dias) Mauriçola**

Sou da Juazeiro

Da canção quase perdida

Ofício da esperança

Desenhado em meu trabalho

Deserto  de  um verdadeiro amor

Onde me junto me espalho

Cantando  vou à luta

Não me escondo

Não me acovardo

Não engano

Não me calo

Um caminho que de tanto caminhar

Já não me cansa

Sou da Juazeiro da história

Da verdadeira fé

Desde criança

Sem medo da língua ferina oculta

Onde a maldade labuta mas não me alcança

Mesmo me ferindo pelas costas

Com sua  fria, torpe  e enferrujada  lança

Sem ódio, sem rancor

Sem arrogância, sem prato frio de vingança

Sou da Juazeiro de uma paz

Quero distância dos prepotentes

Dos mentirosos, desonestos,brutos e boçais

Sou de muito amor por humanos e animais

Não sou hiena em pele de cordeiro

Talvez cordeiro em pele de leão

Minha verdadeira bandeira

Brilha, impávida,  na imensidão da  imensa escuridão

Maltrapilho, iluminado, por inteiro

Pois Juazeiro é o jeito da minha alma

Do meu triste alegre coração.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *