A Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA) realizará um Workshop na terça-feira, 12 de agosto, das 8hs às 17hs30, no auditório da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Juazeiro, para discutir estratégias emergenciais de combate à alta infestação das moscas-das-frutas, a Ceratitis capitata, na fruticultura do Vale do São Francisco (VSF).
Os temas das palestras e das mesas-redondas do evento abordarão a legislação dos programas de combate às moscas-das-frutas, as novas tecnologias para o manejo de Ceratitis capitata no VSF, e os fundos emergenciais para a agricultura no Brasil. Durante o evento os participantes traçarão metas para aumentarem a capacidade de vigilância, diagnosticar a infestação da praga e elaborar um plano de contingência, que irão compor uma política fitossanitária específica do VSF.
Segundo o Diretor do Departamento de Sanidade Vegetal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Eduardo Pacifici Rangel, é preciso agir imediatamente. “Precisamos atuar de maneira rápida e coordenada, retomando os princípios do manejo integrado de pragas e disponibilizando tecnologias de combate às moscas-das-frutas, para garantir a competitividade e a sustentabilidade da fruticultura no Vale”, declara Rangel.
A Ceratitis capitata é uma praga primária, que ao introduzir os ovos no pomo, permite a entrada de organismos oportunistas que estragam o fruto, como fungos e pequenos besouros. Segundo informações da SBDA, a região do Vale possui condições favoráveis ao aumento da praga: clima adequado e disponibilidade de plantas hospedeiras.
De acordo com o presidente da Moscamed, Dr. Jair Virgínio, que falará no workshop sobre a situação atual de Ceratitis capitata e a técnica do inseto estéril como medida de controle, a situação atual da fruticultura do Vale é delicada. “A fruticultura é a principal atividade econômica da região e se a praga não for combatida, o resultado será a depreciação do produto, o aumento dos custos da produção, a perda de mais 200 mil empregos diretos e dos mercados interno e externo” explica Virgínio.
Produtores rurais e todos os agentes envolvidos na produção e comercialização de frutas no Vale do São Francisco estão convidados a participar do evento, que conta com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado da Bahia (Adab), Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) e da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).
A SBDA
Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária é uma associação civil sem fins lucrativos que prima pelo incentivo e divulgação do desenvolvimento técnico científico na área de defesa agropecuária no Brasil. Tem por objetivo facilitar a interação órgãos regulatórios, setor privado e academia, promovendo eventos, capacitação e discussão técnica.
Esta interação permitirá um ciclo virtuoso de pesquisa e desenvolvimento capaz de manter o Brasil dentro dos mais altos patamares produtivos da agropecuária mundial. A SBDA compreende a multidisciplinaridade como fator primordial para o desenvolvimento e disseminação do conhecimento em Defesa Agropecuária.
