FULECO PRECISA DE AJUDA!

Patrícia Laís

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Há mais de um ano a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) lançava a campanha para a escolha do mascote oficial da Copa do Mundo FIFA 2014. Arara, Saci Pererê, Onça Pintada e o Tatu-bola disputaram, durante seis meses, a preferência das quase 1,7 milhão de pessoas que, em 16 de setembro de 2012, elegeram o tatu-bola como o mascote oficial da Copa.

A iniciativa de incluir o animal na eleição foi da Associação Caatinga, de Crateús, no Ceará. A ONG lançou uma campanha que ganhou repercussão nas redes sociais e culminou na grande aceitação do público pelo animal endêmico do Brasil. Porém, o objetivo não era apenas fazer do Fuleco, nome escolhido para o animal, o mascote da Copa, mas também alertar as pessoas para a importância da preservação da espécie.

Desde a escolha, o mascote vem sendo alvo de muitas críticas de jornalistas e do público em geral. Através de um levantamento feito pela FIFA, ainda em 2012, numa escala de zero a 10, a simpatia do Fuleco recebeu nota média de 7,3. O blogueiro Regis Tadeu, em seu portal Yahoo! Afirmou que o tatu-bola é “um dos mascotes esportivos mais repulsivos de todos os tempos”. Já o jornal espanhol Asd escreveu Fuleco como “feio” e “maldito tatu”.

Para Ana Pereira, Rafael de Souza e Carla Silva, ambas estudantes universitárias, a escolha foi pertinente, já que é uma espécie rara no mundo e essa é uma grande oportunidade para alertar as pessoas sobre o risco que o animal corre de entrar em extinção. “Foi uma boa escolha por conta da importância ambiental, pelo fato de ser um animal ameaçado de extinção”, afirmou Carla.

Já o advogado Sérgio Cardoso, ao ser perguntado sobre a eleição do mascote, disse que acha o animal feio e, para ele, a escolha foi indiferente, sem deixar de considerar a importância da causa. “Poderiam ter revertido parte do dinheiro das vendas para investir em ações de preservação da espécie, mas não fizeram isso”, lamentou.

“Eu não gostei porque não acho ele (o tatu-bola) a cara do Brasil, poderia ser outro animal”, disse o estudante universitário Diego Rodrigues. Para ele, outras espécies da fauna brasileira, a exemplo do papagaio e da arara-azul representariam melhor o país tupiniquim.

Opiniões a parte, o que pouca gente sabe é que o tatu-bola está na Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, indicado como “em perigo”. Se não houver ações imediatas, como de preservação, o animal pode desaparecer em menos de 50 anos, o que pode causar sérios riscos ao meio ambiente, como a quebra da cadeia alimentar de alguns animais.

Os tatus-bola são os menores e menos conhecidos tatus do Brasil. Nativo da Caatinga e de algumas regiões do Cerrado, eles possuem características peculiares, como o fato de não cavar buracos e de possuir uma carapaça que permite ao animal, um movimento para ficar no formato de uma bola, característica que lhes conferiu seu nome popular.

Na tentativa de chamar atenção dos brasileiros para a importância da preservação, o Plano de Ação Nacional Para a Conservação Do Tatu-bola (PANTatu-bola) estabeleceu 38 ações para atingir seis objetivos específicos, dentre eles a criação do Parque Estadual Tatu-bola, em Pernambuco. Todas as ações visam alcançar o objetivo geral de reduzir o risco de extinção da espécie e passar da categoria “Em Perigo” para “Vulnerável”

Assine aqui a petição para o Governador de Pernambuco a pedido da criação de uma área de preservação do Tatu-bola. O “Fuleco” precisa de ajuda!

Texto de Patrícia Laís

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