O governador Jaques Wagner define depois do carnaval o nome do seu candidato a vice-governador para as eleições deste ano. Parece ter sido mais fácil definir o nome candidato Rui Costa para a sua sucessão dentro do partido, mesmo que tenha deixado de lado o senador Walter Pinheiro e o secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, esse tido como o candidato de Lula quando deixou a presidência da Petrobras para assumir uma secretaria estratégica no governo baiano, a menos que algo tenha mudado no processo, ou o nome não tenha obtido a resposta que o ex-presidente esperava.
Bem ao estilo centralizador de Lula, Wagner definiu seu candidato sem consultar o partido. Resta saber se apesar de seus oito anos como governador, ele dispõe do mesmo prestígio e influência que o ex-presidente a ponto de indicar e eleger postes. Não que esse seja o caso de Rui Costa, mas quem faz uma aposta pessoal como esta deve ter muita segurança do resultado. O tempo dirá.
Mas, voltando ao vice, Wagner tem nas mãos uma situação um pouco mais delicada. O desafio é manter unida a sua base em torno da eleição de Rui Costa. Um desafio hercúleo. O presidente da assembleia, Marcelo Nilo (PDT), até peregrinou pelo estado para viabilizar sua candidatura ao governo com a unção do mandatário baiano. hoje, diante do novo cenário, luta para ser candidato a Vice. É bem verdade que corria muito por fora, mas sempre declarou que não haveria plano B para o projeto de ser candidato. No páreo, estão nomes importantes como o ex-ministro das Cidades, o deputado Mário Negromonte. O seu partido o PP, é o quarto partido em número de prefeituras na Bahia.
O PCdoB engrossou o caldo com a decisão de indicar a deputada Alice Portugal. Se for pelo poder de barganha o partido corre por fora. Mas política, como futebol “é uma caixinha de surpresas”, o desfecho pode ser diferente do que tudo o que foi especulado. Apesar disso, o deputado estadual Roberto Carlos(PDT) acredita na indicação de Marcelo Nilo, por que, segundo ele, além de reunir as melhores condições eleitorais, o que se espera é o mínimo de reciprocidade de Wagner à dedicação do presidente da assembleia.
“nós não podemos abrir mão do vice porque nos temos um candidato que tem viabilidade eleitoral, que é conhecido em toda Bahia, quatro vezes presidente da Assembleia Legislativa consecutivas , uma coisa inédita na política Bahia, e que em todos os critérios ele ganha para qualquer um, se for os partidos agregados, Marcelo Nilo tem quase unanimidade, se for pelo número de prefeitos, o PDT tem 44 prefeitos e só o deputado Marcelo Nilo tem mais 30, totalizando mais de 70 prefeitos do PDT”, argumentou.
Roberto Carlos não segue a corrente dos que defendem uma candidatura própria do partido ao governo, em caso de indicação de um outro nome ao cargo de vice por Jaques Wagner. “a gente sabe que nesse momento não é fácil lutar contra uma candidatura apoiada pelo governador que vem fazendo um trabalho muito bom pela Bahia. Nós não temos plano B, só temos plano A, que é ser vice na chapa de Costa que eu acredito que será vitoriosa para continuar o trabalho de Wagner que tem feito muito pela Bahia”, declarou.
Por Rinaldo Lima