Desde abril, o valor médio da fruta nas roças vem em queda, com os volumes oscilando ao longo do período. Essa instabilidade resultou em menor sustentação dos preços, e no momento em que a oferta ainda estava se ajustando, as uvas brancas começaram a ganhar volume, o que balizou os preços das demais variedades e conteve a tentativa de alta da negra.
Ainda assim, em uma perspectiva histórica, o cenário é típico para o período, refletindo uma combinação de fatores: a menor demanda no Sudeste durante o inverno, as férias escolares, a lacuna entre as janelas de exportação e o aumento progressivo dos volumes, decorrente da maior concentração de podas para este período que antecede a principal janela de exportação, além da maior área do segundo ciclo, dada à melhor demanda observada nesse período. Combinados, esses fatores mantiveram o preço da variedade em queda gradual, chegando, em alguns momentos, a se equiparar aos custos de produção.
Já neste início de setembro, com uma redução mais expressiva dos volumes, os valores médios de venda apresentaram alta de 5,6% nesta semana (31/08 a 04/09), fechando a R$ 4,20/kg nas roças e a R$ 8,05/kg a fruta embalada Cat 1 (+1%). Apesar da expectativa de aumento gradual dos preços nas próximas semanas, esse avanço deve permanecer modesto, segundo relatos, até meados de setembro. A partir de então, com a intensificação dos embarques para exportação e a redução do volume de uvas brancas no mercado, os volumes de ambas as variedades devem ficar mais controlados, o que tende a viabilizar um ajuste nos preços e a retomada de margens mais confortáveis para os agentes.
Fonte: hfbrasil.org.br