Miguel tumultua convenção, e propõe a Federação para não coligar e não dar tempo de TV e rádio a Raquel; Veja

Ricardo Antunes* –
Mesmo ausente da convenção da Federação União Progressista, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), tumultuou o ambiente. Ele encaminhou uma proposta em nome do –  partido o qual preside para que a federação não coligue com a chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), contrariando diretriz já encaminhada. A sugestão acaba de ser lida por seus irmãos, os deputados Fernando Filho e Antonio Coelho, na convenção, e provocou grande tumulto.Formada pelo União Brasil e pelo PP, a federação deve confirmar a candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado. Miguel passou os últimos quatro meses tumultuando, pois desejava concorrer ao posto, mas não tinha o comando da federação no estado.

Ontem, ele anunciou apoio ao deputado Mendonça Filho (PL) ao Senado, mesmo com a federação deliberando apoio a Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha (PSD).

Apesar de anunciar apoio a Raquel, a proposta feita por ele como dirigente do União e lida por seus irmãos na convenção, vai na direção contrária. Afinal, pela ideia apresentada, sem a coligação, a governadora não contaria com o tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão da federação.

Logicamente, a proposta tende a ser negada, já que o PP forma a maioria da Federação. O co-presidente nacional do colegiado, senador Ciro Nogueira, está no evento e ficou estarrecido com a conduta.

Todas essas atitudes de Miguel estão sendo juntadas e poderá vir represália nos meses seguintes. Apesar de não ter mandato, seus irmãos disputarão a reeleição, e podem ser enquadrados por infidelidade partidária no futuro, ficando com seus mandatos em risco. Tudo porque o “reizinho” de Petrolina se revela inábil politicamente, e não aceita a vontade da maioria.

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