Ao oficializar sua pré-candidatura ao governo, João Campos apresenta uma chapa robusta, ao lado de Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado e Carlos Costa como vice. Trata-se de uma composição alinhada ao campo lulista, que buscará vincular o voto presidencial ao projeto da Frente Popular.
O desafio, no entanto, é significativo: enfrentará uma governadora bem-avaliada e estruturada para a reeleição.
Ainda assim, a analogia com 2006 é inevitável. Assim como Eduardo Campos, que superou adversidades e reescreveu a história política de Pernambuco, João demonstra coragem, altivez e espírito público para protagonizar mais um capítulo decisivo na política estadual.
Liberdade total – A vice-governadora Priscila Krause e o senador Fernando Dueire deixaram a governadora Raquel Lyra livre para decidir o que for melhor para a sua reeleição. Aliados dela, Priscila e Dueire não serão obstáculo para a conquista de novos apoios e partidos na construção da chapa majoritária.
Voto metropolitano – A governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos deverão protagonizar um quadro bastante atípico. A região metropolitana compreende 43% do eleitorado de Pernambuco. João Campos é bem-avaliado junto a esse eleitor, mas fez uma chapa de esquerda, que não dialoga tão bem com parte significativa deste eleitorado. Raquel, por sua vez, não lidera as pesquisas por causa da metropolitana, mas poderá formar uma chapa de centro-direita que é mais palatável a esse tipo de eleitor.
Dilema eleitoral – A grande dúvida será o que prevalecerá. A percepção do eleitor metropolitano mais alinhado às pautas da direita representadas pelo palanque de Raquel Lyra ou a aprovação de João Campos que terá uma chapa 100% lulista em seu palanque. O comportamento deste eleitor poderá ser determinante no desfecho da disputa de outubro.
Inocente quer saber – Caso confirme Miguel Coelho na chapa majoritária, quem será o segundo senador de Raquel Lyra?
Coluna de Edmar Lyra