Movimento Esquerda Socialista de Petrolina se manifesta sobre escândalo político envolvendo a família Bezerra Coelho

NOTA PÚBLICA — O SERTÃO EXIGE RESPOSTAS, DIREITOS E RESPEITO

O MES – Movimento Esquerda Socialista de Petrolina, tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade, manifesta profunda preocupação e indignação diante da trajetória política e dos fatos recentes envolvendo o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, cujos nomes aparecem em debates públicos, denúncias e investigações divulgadas pela imprensa e órgãos de controle, exigindo transparência e esclarecimentos à sociedade.

 

1. Direitos sociais e decisões parlamentares contestadas

 

. Registros do Congresso Nacional indicam que medidas relevantes foram apoiadas e votadas pelo ex-senador e pelo deputado federal, sendo apontadas por sindicatos, movimentos populares e organizações sociais como retrocessos.

 

. Reforma trabalhista que retirou direitos históricos da classe trabalhadora, ampliando formas precárias de contratação e enfraquecendo garantias sociais.

 

. Voto favorável à chamada “PEC da Blindagem”, denunciada por setores políticos e sociais como iniciativa que contribuiu para proteger interesses do sistema político e enfraquecer mecanismos de responsabilização.

 

. Voto favorável ao teto de gastos (EC 95), criticado por restringir investimentos públicos por duas décadas, inclusive em educação e saúde.

 

. Posicionamentos em momentos de forte tensão institucional, incluindo o apoio ao processo que resultou no impeachment da presidente Dilma Rousseff, classificado por movimentos sociais como golpe parlamentar, bem como a atuação do ex-senador em posição de liderança do governo Jair Bolsonaro no Senado.

 

. Para amplos setores sociais, essas decisões integraram uma agenda de austeridade e restrição de direitos que aprofundou desigualdades e limitou políticas públicas essenciais.

 

2. Investigações e necessidade de transparência

 

. Há registros públicos de investigações e denúncias envolvendo agentes políticos da região, incluindo menções aos nomes acima em apurações relacionadas a obras públicas, contratos e utilização de emendas parlamentares.

 

. O MES reafirma que o devido processo legal e a presunção de inocência devem ser respeitados, mas destaca que a gravidade das suspeitas torna legítima a cobrança social por transparência, controle público e esclarecimentos objetivos.

 

3. O Sertão entre promessas e abandono

 

. Enquanto direitos sociais foram restringidos e surgiram reiteradas suspeitas de desvios de recursos públicos divulgadas em investigações e denúncias, o Sertão segue enfrentando ausência de obras estruturantes fundamentais.

 

. Problemas hídricos enfrentados por assentamentos da reforma agrária, com falta de água para consumo humano e produção agrícola.

 

. Necessidade de construção do Canal do Sertão, obra estratégica para beneficiar os sertões do São Francisco e do Araripe e garantir segurança hídrica e desenvolvimento regional.

 

. Continuidade da construção da PE-630, rodovia estratégica para interligar as regiões do Araripe e do São Francisco, fortalecendo mobilidade e integração territorial.

 

. Cobranças públicas sobre execução efetiva de emendas destinadas a obras estruturantes.

 

. Agricultores e comunidades rurais convivendo com insegurança hídrica e ausência de políticas públicas efetivas.

 

. Esse cenário evidencia um paradoxo social: água e infraestrutura existem, mas não chegam de forma plena a quem precisa produzir e viver, reforçando a percepção de abandono histórico da região.

 

4. Denúncia política

 

. Retirada e flexibilização de direitos sociais.

. Política de austeridade que limitou investimentos públicos.

. Reiteradas suspeitas envolvendo uso de recursos públicos que exigem transparência.

. Abandono de obras estruturantes do Sertão.

. Promessas públicas não concretizadas.

. Distanciamento entre representação política e realidade do povo sertanejo.

 

5. Plataforma de defesa

 

. Direitos sociais e valorização do trabalho.

. Água como direito fundamental à vida e à produção.

. Execução imediata de obras estruturantes.

. Transparência e controle social dos recursos públicos.

. Desenvolvimento regional com justiça social.

. Democracia com participação popular real.

 

Conclusão

 

. O Sertão não aceita mais promessas vazias, obras eternamente no papel e políticas que aprofundam desigualdades.

. A população exige compromisso concreto com direitos, investimentos sociais, desenvolvimento regional e transparência na gestão pública.

 

. Sem direitos não há dignidade.

. Sem água não há produção.

. Sem obras não há desenvolvimento.

. Sem transparência não há democracia.

 

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Tendência interna do PSOL

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