A ONG de Daniel Alves firmou convênio com o Governo Federal no valor de R$ 3,5 milhões, além de manter outras parcerias com as prefeituras de Salvador e Lauro de Freitas. No início do mês o jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem detalhando a relação do jogador com o Instituto DNA. Inativa há cinco anos, o Instituto Liderança passou a cumprir exigências legais para o recebimento de verba pública após ter sido assumida pelo atleta e mudado de nome para as iniciais do baiano.
De acordo com a matéria do periódico, a manobra se enquadra como “ONGs de prateleira”, cujo objetivo é “escapar da regra que estabelece a necessidade de as entidades da sociedade civil existirem há pelo menos três anos para firmar acordos com o governo federal”.
Maurício Carlos assumiu o cargo de diretor-executivo do Instituto DNA em maio do ano passado, mesmo dia que Daniel Alves se tornou presidente da organização. Ainda segundo o Blog da Gabriela Moreira, o dirigente tem histórico no uso de dinheiro público. Em 2016, ele se apresentava como diretor de marketing da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e conseguiu patrocínio estatal em diversos projetos pessoais na Bahia e em Minas Gerais, alguns deles sem licitação, como noticiou a Agência de Jornalismo Investigativo – Sportlight.
O convênio do Instituto DNA com o governo federal prevê a instalação de três núcleos de basquete 3×3 na Bahia, em Pernambuco e no Distrito Federal. Já nos acordos com as prefeituras de Salvador e Lauro de Freitas, a entidade do atleta será responsável pela administração de centros esportivos, que vai atender crianças e adolescente, arcando com a mão-de-obra de professores e auxiliares. Ao ge.globo, a prefeitura da capital informou que “a parceria não envolve qualquer tipo de repasse de recurso e consiste, unicamente, na cessão do equipamento – Ginásio Esportivo Armindo Biriba, localizado em Itapuã”.