O grito de independência e rebeldia dado pelo pré-candidato do PSB a prefeito de Petrolina, Lucas Ramos, jogou no colo do governador Paulo Câmara mais um problema: além do Recife, Petrolina se apresenta agora como segundo abacaxi a ser descascado.
E se o abacaxi azedar, o troco de Lucas ao PSB não será dado em Petrolina, onde esperava contar com o apoio do partido para entrar na disputa pela Prefeitura, mas no Recife. Na prática, o deputado pode romper com o Governo e passar a apoiar um candidato a prefeito de oposição a João Campos
Lucas reclama que o PSB pratica o velho discurso dos dois pesos, duas medidas. Enquanto justifica que o momento não é de definição de candidaturas, no Recife já colocou, há muito tempo, a campanha de João Campos nas ruas. “Eu sou o único nome que o PSB tem em Petrolina e não tenho nenhuma sinalização do partido.
O governador já poderia ter colocado o meu nome de forma clara e agir do mesmo jeito que age com João no Recife”, reclama o deputado, que é filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Ranilson Ramos, cobra criada no quintal de Arraes.
Coluna do Magno Martins