Oficialmente, o Ministério da Saúde recebeu a notificação de 57.485 casos de dengue até 25 de janeiro último, mas, estima-se, os números já defasaram em virtude do avanço do mês de fevereiro, do verão e do período chuvoso sobretudo nas regiões Sul e Sudeste do País.
A título de comparação, o Brasil não tem nenhum caso de coronavírus confirmado desde que a epidemia foi anunciada na China. Possui, no entanto, seis suspeitas que estão sendo investigadas por médicos brasileiros.
Especialistas dizem que o surto de dengue, que já é uma epidemia, pode se agravar ainda mais no mês de abril quando as chuvas ficam mais intensas.
A falta de saneamento básico coloca os pobres como alvos preferenciais do mosquito do aedes aegypti, que, além da dengue, transmite zika, febre amarela e chikungunya. Eles preferem as temperaturas próximas aos 25 graus.
Os menos abastados são as vítimas principais do mosquito “neoliberal” porque dificilmente haverá um transmissor dessas doenças na Avenida Paulista, em São Paulo, ou no bairro do Batel, em Curitiba, conhecidos endereços dos mais ricos nas duas cidades que não têm esgoto a céu aberto ou entulhos, lixos sem coleta