Nos anos 50, para ligar o Nordeste ao resto do Brasil, o governo federal destruiu a belíssima e clássica “Estação da Leste” de Juazeiro para construir a Ponte “Presidente Dutra”.
Eu nasci em 1955, nos 60, criança, com amigas e amigos, irmãos, íamos fazer “pique nique” em domingos alternados na Ilha do fogo e na “estação de Piranga” que nunca foi inaugurada. (sua construção se deu para tentar aliviar o estrago da destruição da antiga estação da leste ).
“A estação de Piranga ” estava ali impávida, como um verdadeiro “elefante branco”, sua construção foi condenada e ela nunca desabou. Era ali na sua sombra que a gente ficava nos anos 60.
A destruição da “Estação da Leste “, ficou como um “escorpião encravado na sua própria ferida ” no peito de cada juazeirense.
João Gilberto, já nos anos 70, contou para a gente, numa noite impossível, a dor daquela perda, naquele tempo, cantou ” o trem biln, blāo, biln, blāo, vai chegando na estação e eu deixo o meu coração….”
Mais de 60 anos depois um sonho vai acontecer! A estação de Piranga viva na estação do saber”
Vou pedir ao prefeito Paulo Bomfim que o ato de assinatura da ordem de serviço nesta quarta, seja ao som de “O trem ” na voz de João Gilberto. Quiçá nas presenças do prof. Charles Duarte, Pompilio Dourado e Pedro China.M.
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