
Saindo de um estágio de alta aprovação popular que levou a sua reeleição, o prefeito de Petrolina Julio Lossio esperava curtir uma lua de mel com o eleitorado que lhe premiou com mais 4 anos, como prefeito da “Terra dos Impossíveis”, com é chamada Petrolina pelos ufanistas.
O fato é que o mel parece estar com cor e sabor de fel. É que diante da necessidade imposta pela LRF, Lei de Responsabilidade Fiscal, o alcaide teve que promover uma série de demissões dos cargos técnicos e comissionados -a infinta maioria não só votou nele, como foi às ruas pedir votos pra reelege-lo -, o que atingiu de morte seu conceito junto aos agora demitidos e seus familiares, bem como o sistema de saúde do município, diante demissões de médicos, atendentes e comissionados das mais diversas áreas.
De longe o setor mais atingido foi o do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU, onde vários socorristas, pessoal altamente especializado, dentre eles médicos que foram demitidos, o que levou a suspensão do atendimento das unidades de Serviço Avançado (USA), o que gerou uma crise que valeu até a intervenção do Judiciário que exige a retomado dos serviços paralisados.
Segundo determinação da justiça, a Prefeitura de Petrolina terá de restabelecer, imediatamente, a UTI Móvel – ou Unidade de Serviço Avançada (USA) do Samu na cidade, sob pena de pagar multa diária de R$ 10 mil ao Fundo Municipal de Saúde.
Isso além da suspensão de todos os efeitos dos atos administrativos de desligamento dos médicos e demais profissionais relacionados aos serviços de assistência médica móvel prestada à população, mantendo a equipe composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e condutor de USA.
A decisão foi anunciada na sexta-feira (06/12) pelo juiz da Vara da Fazenda Pública, Josilton Reis, que concedeu o pedido de tutela antecipada, através da Ação Civil Pública interposta pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe). Os detalhes da decisão estão disponíveis no site da entidade (www.simepe.org.br).
Esse é apenas um dos grandes e sérios problemas, que Lossio tem que resolver urgente. Mas o que tem lhe tirado o sono e colocado um gosto de fel na boca é a incerteza sobre o julgamento do mérito da questão que pede a cassação de seu mandato, por propaganda pessoal, fora do contexto determinado pela Justiça Eleitoral.
Definitivamente não era dessa forma, cheio das preocupações, que o Prefeito Julio Lossio esperava festejar sua reeleição, comemorar o Natal e viver as emoções do novo ano.
Pior seria se pior fosse.
