MAU CHEIRO LIBERADO PELA EMPRESA DURLI LEATHERS (ANTIGO CURTUME CAMPELO), GERA INSATISFAÇÃO AOS MORADORES EM JUAZEIRO

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Mau cheiro, essa é uma reclamação bem antiga na qual os moradores dos Bairros São Geraldo, Novo Encontro,Tabuleiro, Itaberaba e localidades próximas vivenciam. Antes era a empresa de Couro Cortume Campelo e atualmente a Durli Leathers.

A Durli é a segunda maior empresa de exportação de couros do Brasil, tendo chegado ao município há aproximadamente nove meses, após meses de negociação para adquirir o controle do antigo Cortume Campelo, no Bairro São Geraldo.

A corporação é de Curitiba e tem filiais em várias estados da federação. Juazeiro é à primeira cidade do nordeste a receber a Durli, que tem como característica se estabelecer em lugares afastados da área urbana da cidade. A unidade em Juazeiro fica dentro da cidade, fugindo dos padrões da empresa.

E por essa razão retornaram as velhas reclamações dos moradores do entorno da empresa, sobre o odor emitido. Alguns moradores relataram sobre o antigo incômodo.

César Miranda, 63 anos, reside no bairro há 17 anos. “O mau cheiro continua, mas no mês de novembro geralmente piora, a temperatura aumenta e o odor fica mais forte. Tem momentos que os olhos ardem, e também há momentos que sentimos mal estar”, disse.

Lizelia dos Santos, tmabém residente no São Geraldo há mais de 30 anos, sofre com esse problema há muito tempo, e que hoje também sente. “Atualmente o mau cheiro amenizou, mas ainda fede e fede muito. Não é todo dia que eu sinto esse odor, a gente fica agoniada sem saber o que é”, afirmou.

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Evandro Pontes

Em contato com a direção da empresa, o Gerente da Unidade da Durli, Evandro Pontes, falou  que não tinha conhecimentos de reclamações dos moradores sobre o mau cheiro, e que a empresa Durli está à aberta a toda comunidade para reclamações e sugestões.

”A preocupação que a gente teve ao chegar aqui e nos estabelecer em uma atividade do couro dentro da cidade, foi olhar aquilo que os antigos empreendedores já tinham feito, um exemplo, que eu posso citar é o tratamento de afluente: ele recebe produto químico que faz a decantação da parte sólida para extrair o líquido, em seguida trata essa água e devolve para o rio – esse processo exala um cheiro químico.

Os empreendedores anteriores plantaram árvores que faz com o vento ao bater no tanque leve o cheiro mais fraco para a cidade, ele é desviado por esse plantio, então essas questões a gente considerou que não teria mau cheiro na cidade”, disse o gestor.

Da Redação/BlogQSP

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