Um homem bem-vestido desceu as escadas de acesso ao bebedouro instalado atrás das arquibancadas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora no dia 10 de dezembro de 2015. Antes dele, havia passado a pequena Beatriz Angélica Mota de apenas 07 anos. Depois disso, houve muita procura dos pais e familiares mas a menina foi encontrada morta em um depósito de materiais esportivos desativado.
Essa cena descrita no início dessa matéria foi localizada em um vídeo recentemente enviado a Polícia Civil de Petrolina para auxiliar nas investigações da morte da criança que segue seis meses depois sem apontar e nem prender os culpados por esse homicídio brutal. No relato do pai de Beatriz, o professor Sandro Romilton, ele revela que foi solicitado para identificar as pessoas que aparecem nas filmagens e a imagem de Bia deixando a quadra não sai da sua cabeça.
“Eu vi um trecho desse vídeo, a parte em que eles realmente precisavam que eu identificasse algumas pessoas e eu realmente identifiquei alguns funcionários que estavam na porta do bebedouro naquele acesso de escada. Foi um vídeo muito difícil, até hoje eu guardo na memória as cenas de Beatriz descendo pela última vez, desse indivíduo, bem-vestido por sinal, descendo logo em seguida e passando um bom tempo lá embaixo, não sei se com ela fazendo alguma coisa. Aí ele retorna e Beatriz não retorna mais. A gente questiona o delegado para ele dar detalhes nesse sentido, se era realmente o cara do retrato falado, se era alguma testemunha que viu alguma coisa e pede que tudo seja esclarecido. A gente implora para que o delegado nos repasse alguma coisa para acalentar a nossa alma de alguma forma porque enquanto isso não se resolver a gente não dá continuidade em a nossa vida”, cobrou.
Segundo Sandro, a Polícia Civil continua interessada nos vídeos e imagens registradas no dia do evento de conclusão dos alunos do ensino médio. “A gente continua com a campanha de implorar as pessoas que disponibilizem seus vídeos, a gente sabe que tinham muitas pessoas presentes, muitos alunos, amigos, parentes, todos com seus equipamentos que filmam e a gente soube de informações de que pouca gente tem contribuído nesse sentido. Nós continuamos falando com as pessoas que por mais inocente que seja a imagem, por mais simbólica que ela seja, mostre aos profissionais, eles tem uma visão diferenciada da nossa. Recebemos esse vídeo que foi bastante revelador, a gente acha que outros virão, a gente precisa de uma prova circunstancial, quem tem imagem do lado externo da escola, da frente da quadra, quem foi ao bebedouro usando seu celular… Alguém deve ter visto alguma coisa estranha, nos mostre. Se não tiver disponibilidade de ir até a polícia nos procurem. Com toda certeza o sigilo existe, a segurança existe”, assegurou.
O professor ainda conta que existem vários estudantes e convidados presentes no colégio no dia do evento que não repassaram materiais para a polícia e com isso podem omitir involuntariamente pontos decisivos para a investigação. “Ontem mesmo eu recebi uma lista dos alunos que estão presentes na festa, formandos que ainda não tinham contribuído de forma alguma com as investigações policiais.
Chegou ao ponto de pedir ao pai que é ex-professor, para convencer esses jovens a tentar disponibilizar algum tipo de material. Então a gente apela, continua apelando e não vamos parar, se for possível ir de casa em casa, mas vamos tentar conseguir uma prova substancial que realmente conclua esse nosso sofrimento”.
Com informações da GRFM
