NOTA DE SOLIDARIEDADE AOS POLICIAIS MILITARES

Vivemos no Estado democrático de Direito, mas não sabemos ouvir o contraditório. A parte contrária deve ser a última a ser ouvida, depois que exercitamos o nosso pré-julgamento, depois que fizermos os nossos juízos de valor, depois que execramos, depois do escárnio, depois da sarjeta, depois da lama. Poderia ser diferente, se ao menos quiséssemos respeitar o outro como a nós mesmos.
No dia 28/11 o professor Nilton Almeida foi abordado por  Policiais Militares que no cumprimento do estrito dever, inclusive para promover o bem estar do professor, realizou uma abordagem corriqueira. Durante todo o processo de abordagem tudo transcorria normalmente até que ao ser interpelado sobre o documento do veículo que o professor Nilton Almeida utilizava, percebeu-se que o mesmo estava sem a documentação devida, portanto como todo e qualquer cidadão, o seu veículo seria apreendido.
Foi o bastante para o professor perder a calma e começar desacatar os policiais, se exaltando ao ponto de chamar atenção dos transeuntes. Será que era isso mesmo que o professor Nilton Almeida queria?
Ao ser levado para a delegacia o mesmo na presença do seu advogado, em momento algum alegou qualquer injúria racial ou que tenha sido agredido com tapas (o normal é a vítima realizar o exame de corpo delito).
 Causa muita estranheza toda circunstância do fato, um professor universitário que sabe dos seus direitos e deveres, não portar documentos obrigatórios, ser agredido e não recorrer a um exame de praxe.
Não se sabe de certo o que gerou todo desentendimento entre os Policiais Militares e o professor Nilton Almeida. Devemos prezar sempre pelo bom atendimento ao cidadão, como também devemos ter a reciprocidade do cidadão.
ASPRA BAHIA sempre firmes em defender a Justiça e a Liberdade!
Ênio Silva da Costa

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