O ISOLAMENTO DO PT DE PETROLINA

*Marcos Antonio B de Moura

O evento com os delegados do PT, neste domingo (01) que aclamou o deputado Odacy Amorim como candidato a prefeito em Petrolina, mostrou aspectos reveladores.

A falta de representação de peso no evento revelou o isolamento em que o partido está submetido. Apenas Belarmino, presidente do PT do B apareceu. Nenhum representante estadual de peso apareceu para prestigiar o evento. Aliás, nem vereadores. Apenas Osinaldo Souza (PP) e Cristina Costa (PT) estiveram por lá. Esses já estavam no processo.

O Partido dos Trabalhadores luta desesperadamente para entrar no jogo. Já se tem notícias de convites à Presidente do Sinsdesmp Léia Araujo e até ao presidente do PTBmunicipal, Alexandre Mota, que teriam sido convidados para compor a vice na chapa do PT. Os dois teriam se negado a embarcar no projeto. Até o PC do B que entrava em qualquer guerra com o PT declinou do convite e já anunciou apoio ao PSB.

Sobrou o empresário Vilmar Cappelaro do PPS, mas uma Resolução aprovada no Congresso Nacional do Partido em Brasília, proíbe expressamente qualquer aliança com o PT, sendo somente permitidas as que sejam feitas com o DEM, PSDB e PPS. Teria que se conseguir uma liberação especial para esse processo. O que achomos quase impossível, pois não haveia razão espcial para isto ocorrer em Petrolina.

Nem os próprios partidários históricos do PT se animam com o projeto de candidatura própria. Muitos dos filiados já comentam a insatisfação e se preocupam com o desfecho para um projeto que consideram “equivocado” pela condução e falta de amparo político para se sustentar. Outros já são vistos em eventos de outros partidos. Há ainda a preocupação dos candidatos a vereador do PT. Sentem pouca firmeza na manutenção do PP na aliança e sabem que essa debandada custaria caro e impossibilitaria a eleição de qualquer candidato da legenda. De cara custaria a reeleição da vereadora Cristina Costa.

O fato é que o PT de Petrolina segue como uma Nau desgovernada capaz de tirar do sério a deputada Isabel Cristina, de discursos seguros e opiniões firmes, e que agora ataca de forma ácida os seus adversários em discursos que lembram os velhos panfletos que faziam sucesso há vinte anos. E que envelheceram, exatamente como as ideias radicais dos que ficaram pela estrada.


*Marcos Antonio B de Moura – Estudante Universitário


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