Hoje – por coincidência, aniversário dos 7×1 da Copa que abalaram o Brasil – há uma acareação de Pedro Barusco com seu antigo chefe Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, na CPI. Se Barusco tinha quase US$ 100 milhões que na delação premiada aceitou devolver, quanto teria cabido a seu chefe?
Amanhã é pior: a acareação é de Barusco com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. A oposição espera que Barusco possa comprovar que a campanha de Dilma recebeu recursos desviados da Petrobras (nesse caso, o Tribunal Superior Eleitoral pode cassar o registro da candidatura de Dilma e Temer, retirando-lhes o mandato). Mais: se Vaccari mentiu à CPI em seu primeiro depoimento, em abril, está sujeito a processo criminal – o que poderia estimulá-lo a aderir à delação premiada, na qual contaria sua vida de tesoureiro do PT.
A propósito de delação premiada, Ricardo Pessoa, da UTC, é um nome-chave na questão de doações de campanha. Ele sabe se e quando houve dinheiro sujo.
Carlos Brickmann

