247 – O secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, Vladimir Aras, afirmou nesta sexta-feira (20) que fez dois pedidos de cooperação ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), como determina a lei, antes do início, na Suíça, do rastreamento de dinheiro e documentos relacionados a investigados da Operação Lava-Jato. A informação constará da resposta por escrito que o procurador-geral, Rodrigo Janot, dará ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre pedido de explicações da Odebrecht.
“Estão fazendo confusão a pretexto de se criar uma nulidade que não existe. Os pedidos de cooperação são de julho e novembro. Seguimos todos os trâmites legais”, afirmou Aras.
O procurador sustenta ainda que, pela lei, procuradores da Lava-Jato podem manter contato livremente com colegas da Suíça se tiverem em busca de informações prévias para reforçar investigação ou mesmo dar suporte a pedidos específicos de cooperação. Os procuradores só não poderiam buscar documentos por conta própria e, a partir daí, usar estes papéis em inquéritos ou processos. A busca de documentos e pedidos de bloqueio de dinheiro só tem validade se as tratativas tiverem a intermediação do DRCI.