PRESENTE DE ANO NOVO DE DILMA. ENERGIA MAIS CARA A PARTIR DE HOJE DIA 1

blogqsp.energia_1O consumidor brasileiro já vai começar 2015 pagando mais caro pela eletricidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou sexta-feira, 26, as bandeiras tarifárias para janeiro serão vermelhas em todas as regiões do País, indicando que o custo da energia está em seu patamar mais alto. Com isso, cada conta de luz terá um adicional de R$ 3 por cada 100 quilowatts-hora consumidos e as empresas deve arrecadar até R$ 800 milhões a mais já no próximo mês.

A bandeira vermelha em todo o território nacional – à exceção de Amazonas, Roraima e Amapá, que não são interligadas ao sistema nacional – já era esperada pelo setor para o começo do ano, uma vez que os reservatórios das usinas hidrelétricas ainda estão longe do ideal e o sistema continua dependente da energia térmica, mais cara. Afora uma bandeira amarela para a Região Sul em julho deste ano, todas as “bandeiradas” no Brasil
foram vermelhas desde fevereiro de 2014, significando que o custo da eletricidade permaneceu em seu patamar mais elevado durante todo o ano.

O modelo de bandeiras tarifárias vigorou durante todo o período apenas de forma educativa, sem significar de fato repasse de custo aos consumidores. Em janeiro deste ano, todas as regiões estavam no sinal amarelo. Os consumidores foram informados mês a mês, em mensagens nas contas de luz, sobre a situação do preço da energia no mercado nacional.

A partir deste ano (2015), no caso da bandeira amarela, a taxa extra será de R$ 1,50 a cada 100/kwh. Na bandeira vermelha, esse adicional dobra, para R$ 3 por 100/kWh. Na bandeira verde não há qualquer alteração.

O consumo médio do brasileiro é de 163 kWh por
residência, segundo a Empresa de Pesquisa
Energética (EPE), e a tarifa média do consumidor
residencial, de acordo com a Aneel, é de R$ 400
por MWh. Assim, uma conta de R$ 65,20 subiria
para R$ 67,65 na bandeira amarela e para R$
70,09 no caso da bandeira vermelha.
Os valores parecem pouco significativos
individualmente. Mas, considerando o universo de
74 milhões de unidades consumidoras no País,
em um mês de bandeira amarela, as empresas
recolherão R$ 400 milhões a mais em todo o
Brasil, valor que chegará a R$ 800 milhões em
um mês de bandeira vermelha.
Ainda que esse não tenha sido o objetivo original
do sistema de bandeiras tarifárias, a entrada em
vigor da medida ajudará as distribuidoras a
fecharem suas contas. O atual buraco financeiro
das companhias – que receberam R$ 10,5 bilhões
do Tesouro e ainda contraíram empréstimos de R
$ 17,8 bilhões em 2014 – ocorre porque o alto
custo da energia precisa ser pago por elas todos
os meses, mas essa despesa só é repassada para
as contas de luz no momento do reajuste tarifário
anual de cada distribuidora. Até este ano as
empresas eram obrigadas a absorver essa
diferença dentro de seus orçamentos. Com a
entrada em vigor das bandeiras tarifárias, esse
descasamento deixará de existir.

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