EBDA promove inclusão produtiva de agricultores familiares em Irecê

A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura, através da sua Gerência Regional, em Irecê, investe na inclusão produtiva e social rural dos agricultores familiares dos municípios que abrangem o Território de Cidadania Irecê, localizado no semiárido baiano. Com prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), de qualidade, a empresa cria as condições necessárias para o aumento da produção e da produtividade da agricultura familiar, através das políticas públicas dos governos federal e estadual, com ênfase para o Plano Brasil Sem Miséria, que engloba diversos outros programas de inclusão das unidades familiares.

“O Pronaf para mim é mais que um pai; além de trazer o sustento, o programa traz a união da minha família”, relatou Marina Rosa da Silva, 63, com o sorriso estampado no rosto. A mulher de fibra, mãe de seis filhos, vive há 43 anos com o esposo, Alcebiades dos Reis, 65, no município de Lapão, onde realizou o sonho de sua vida, criar vacas de leite.

“Tenho muito orgulho da minha família; meu netinho é meu vaqueiro, e ele é quem me ajuda a cuidar do gado”, comentou Marina, emocionada. Na propriedade de 24 tarefas, a família Silva planta sementes de milho, cria galinhas, porcos, e possui oito vacas leiteiras, produzindo 20 litros de leite/dia, os quais servem para a alimentação familiar, mas, também, para a produção de derivados como manteiga e requeijão.

Segundo dona Marina, estas conquistas fazem parte do acompanhamento da equipe técnica da EBDA, que proporcionou o seu acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), há seis anos, quando comprou a sua primeira matriz leiteira. “Nas visitas técnicas, os profissioanais identificam o potencial produtivo da área e acompanham o desenvolvimento dos projetos”, explicou Melina Gadelha, coordenadora local da EBDA no Programa Brasil sem Miséria.

Atualmente, Marina é cadastrada no Garantia Safra, um programa vinculado ao Pronaf, voltado para agricultores familiares que sofrem com a perda de safra em períodos de chuva ou seca. O programa é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em parceria com a EBDA – um dos órgãos responsáveis pela execução do programa na Bahia.

Inclusão com o PAA

Quem compartilha da mesma vontade de ampliar a produtividade da sua fazenda é a família Machado. Reinilson Machado Filho e Bernadete Rocha Machado, moradores do município de São Gabriel, acreditam em um futuro melhor, por meio dos programas Brasil sem Miséria e de Aquisição de Alimento (PAA). O PAA adquire, dos agricultores, os seus produtos que, por sua vez, vão atender a outras familias em estado de insegurança alimentar. O programa é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com os governos estaduais e municipais.

“Aqui, eu educo meu filho com tranquilidade, produzo meu alimento e fortaleço o mercado local”, expõe Reinilson, que não quer sair da sua fazendinha. Além da plantação de milho, feijão e hortaliças, plantadas pela família, Bernadete, esposa do agricultor, colabora com a renda da família, produzindo “brevidade” – bolinho feito com açucar, tapioca (goma) e ovos – que vão servir de alimento, de alto valor nutritivo, para outras famílias, através do PAA. “A gente acredita que, daqui prá frente, vamos ter um futuro melhor. Estes programas vêm ajudando a gente e agora, com o Brasil sem Miséria, vai melhorar ainda mais”, afirmou a agricultora, que pretendo com o projeto, construir um galinheiro e adquirir ovelhas.

No mesmo município de São Gabriel, a esperança não está apenas no nome da fazenda da família de Benjamim Aniseto, 28, e Joselma Nino, 23. O casal tem no olhar motivos para sonhar. Com dois filhos pequenos, eles buscam progredir, a partir da agricultura familiar. Com o Programa Brasil sem Miséria, e ações de Ater da EBDA, o casal quer começar uma criação de galinha. “Meu desejo é criar galinhas caipira e cabras, e com a venda dos produtos, que vou vender aqui mesmo na região, ter renda para dar um futuro melhor para os meus filhos”, contou Benjamim.

Por causa da dificuldade financeira em períodos de baixa produtividade no campo, Benjamin faz trabalhos temporários em Minas Gerais. O agricultor acredita que, mais do que o sustento, o programa vai assegurar melhores condições de vida para a família. “Quando preciso sair do meu lugar meu coração fica apertado. A minha alegria é quando volto, onde recebo o carinho da minha mulher e dos meus filhos”, desabafou.

Inclusão Produtiva e social

A inclusão produtiva e social rural é um dos focos de atuação do Plano Brasil Sem Miséria, programa criado pelo governo federal, em junho de 2011. O Brasil Sem Miséria é direcionado aos cidadãos que vivem em condições de extrema pobreza, cuja renda familiar é de até R$70, por pessoa. Esta iniciativa visa à garantia para que as pessoas possam, mesmo tendo o Bolsa Família, ampliar a produção e gerar renda.

Uma das ações do Plano é a assistência técnica, individualizada e continuada, de 253 mil famílias, no País. Consta ainda do plano o fomento de R$ 2,4 mil, por família, ao longo de dois anos, para apoiar o aumento da produção e a comercialização excedente dos alimentos. O pagamento é efetuado por meio do cartão do Bolsa Família. Além disso, essas famílias recebem insumos (sementes, adubos, fertilizantes, entre outros).

Em janeiro passado, 685 famílias de agricultores receberam a primeira parcela do programa, no valor de R$1 mil. Em até dois anos, o programa liberará mais duas parcelas, de R$700, cada. As equipes técnicas responsáveis pelas famílias acompanharão todas as etapas do programa, prestando Ater e capacitação.

(Ascom EBDA)

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