ECONOMISTA FALA SOBRE EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS E EFEITO DE CONSUMO EM ATACAREJOS NA REGIÃO

blogqspadelsonalmeida economistaNesta terça-feira (07) o economista Adelson Almeida participou do programa ‘Bastidores da Notícia’, onde falou sobre os empréstimos consignados e os efeitos da expansão de atacados em varejo na região do Vale do São Francisco nos últimos quatro anos.

Para o economista, no que diz respeito aos empréstimos consignados, a oferta do serviço feita muitas vezes nas ruas através de representantes que oferecem os valores aos clientes. De acordo com Adelson Almeida, “No caso do empréstimo consignado o dinheiro é uma mercadoria”, portanto pode ser oferecido como tal, assim como as formar de atrair o público com promoções e sorteio de prêmios é uma prática de marketing para trazer mais clientes para a empresa.

O economista explica que os juros do empréstimo consignado são menores que os do empréstimo pessoal pelo fato da redução da possibilidade de inadimplência, uma vez que nessa modalidade o valor da parcela é descontado diretamente da conta do cliente. Mas ele alerta que ainda assim o juro cobrado poderia ser menor, justamente por causa da forma de pagamento.

Já em relação aos Atacarejos instalados em Juazeiro e Petrolina nos últimos anos, o economista avalia com os preços atrativos que acabam levando o consumidor a comprarem somente nesses locais causa uma evasão da renda na região, uma vez que o lucro dessas grandes empresas é repassado para seus fornecedores, em outras cidades, e na maioria das vezes para outros países.

De acordo com Adelson Almeida um dos efeitos dos atacados é a falência do comércio regional, que por não ter capital de giro acaba sem condições de se manter, entretanto ele alerta que ‘a culpa não é dos atacarejos e sim da do comércio local’ que não consegue se manter por que não oferece para o consumidor preços acessíveis.

segundo o estudo que o economista vem fazendo nos últimos anos sobre a situação do comércio da região, a questão da evasão de renda, não é uma questão política e sim um problema econômico, que só pode ser solucionado com discussão para uma possível criação de um sistema cooperativo, o quanto antes. Ele sugere que seja realizado um Workshop para discutir o problema. “Se existe uma solução vamos procurar logo”

 

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