Presidente do CBHSF Anivaldo Miranda fala sobre trabalho para evitar conflitos em anos de estiagem

Juciana Cavalcante –  De 2013 a 2019, a bacia do São Francisco viveu a maior seca já registrada na região. A falta de chuvas reduziu a capacidade dos reservatórios e tornou um desafio constante conciliar os diversos usos das águas do Velho Chico e de seus afluentes. No início deste ano, fortes chuvas atingiram a região, tornando a situação mais confortável – Sobradinho e Três Marias vão atingir capacidade máxima – e trazendo novas perspectivas para quem depende do rio para consumo e trabalho. Enquanto a situação na bacia do São Francisco melhora, na Amazônia ocorre o oposto. Levantamento do…

Um dia gravíssimo

Magno Martins – O Brasil viveu um domingo atípico, ontem, dia do índio, aniversário de Roberto Carlos. Quando os milhares de fãs aguardavam a live do rei, que foi lindíssima e emocionante, em Brasília o presidente Bolsonaro vai às ruas, numa manifestação em que discursa para um público, provavelmente mobilizado pelo chamado gabinete do ódio, fazendo coro pela   da ditadura, abertamente conclamando por uma intervenção militar com ele próprio, Bolsonaro, no comando. Em alguns quartéis do Exército no Brasil, como o do Recife, no Curado, centenas de pessoas vestindo amarelo e com a bandeira do Brasil em mãos repetem o…

Carta aberta à comunidade da Universidade Federal do Vale do São Francisco

Por força de decisão da Justiça Federal a eleição para reitor da Univasf está suspensa, até o trânsito em julgado do processo judicial. Por esse motivo, e diante da vacância do cargo, aceitei o convite do Ministério da Educação para assumir como Reitor Temporário (pro tempore) a nobre missão de conduzir a gestão da Universidade. Sabemos da responsabilidade e dos desafios que precisam ser enfrentados, sobretudo diante da imperiosa continuidade dos serviços públicos prestados por nossa instituição à sociedade. Temos o compromisso de renovarmos o diálogo com todos os envolvidos na missão da nossa universidade em defesa do ensino público superior…

Um borra-botas no poder

Magno Martins –  Quando um chefe de Estado perde o respeito pela Imprensa, perde o País, a sociedade, o poder e as instituições. Ao debochar, ontem, mais uma vez, dos jornalistas que cobrem as atividade do Planalto em Brasília, informando que tinha ido ao hospital fazer um teste de gravidez quando recaia nele, mais uma vez, dúvidas em relação à contaminação pelo Covid-19, o presidente debochou da sua própria Pátria. A Imprensa é o quarto poder, queira ele ou não. Se não sabe, até porque parece que não é dado a leitura da mesma forma que Lula, a Imprensa pode causar…

Reeleitos pela pandemia ou estelionato eleitoral?

Francis Ricken* –  Com a declaração de pandemia pela OMS, estamos vivendo medidas drásticas de isolamento social e restrição de circulação, mas outro problema se torna importante: as eleições municipais em outubro deste ano. Em tempos de normalidade, as articulações políticas e organização da disputa eleitoral estariam a pleno vapor, mas estamos em um momento de exceção. Diante de tal quadro, está em tramitação na Câmara dos Deputados a PEC 56/19, com o objetivo de prorrogar os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, mantendo-os no exercício do cargo até 2023, sem que a população seja consultada sobre sua permanência. Resolver…

Eleições podem ser adiadas para dezembro. Ideia é manter votação este ano e garantir duração prevista dos mandatos

Igor Maciel/JC – A pressão para que as eleições deste ano não aconteçam cresceu nos últimos dias, mas a posição da maioria dos magistrados na Justiça Eleitoral é totalmente contrária a um adiamento que ultrapasse o mês de dezembro. Alguns entendem, inclusive, que seria desrespeito com o eleitor que foi às urnas em 2016 para escolher gestores com tempo determinado de quatro anos de mandato. Ampliar em dois anos, não seria prudente. Prestes a assumir a presidência do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso já avisou que é contra. O assunto voltou ao foco depois que o juiz federal Itagiba…

Lição, provocação ou populismo? De São José do Belmonte-PE, vem um grande exemplo

Magno Martins – São José do Belmonte, no Alto Sertão, a 474 km do Recife, é a terra da Pedra Bonita, batizada de Pedra do Reino, na Serra do Catolé. O espaço, que já esteve entre os finalistas do prêmio das Sete Maravilhas de Pernambuco, foi palco, em 1938, do “movimento sebastianista” liderado pelo autoproclamado rei João Antônio dos Santos. A história se transformou em obra da literatura em 1971, ano em que o escritor Ariano Suassuna publicou o “Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. No local, duas formações rochosas medem, respectivamente, 30 e…

Nota Sindireceita contra Ministro Paulo Guedes – Basta, Paulo Guedes

O Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal (Sindireceita) se manifesta CONTRA as ações do ministro Paulo Guedes  para enfrentar as consequências da pandemia do Covid-19 e questiona: “ Enquanto o mundo todo defende e pratica políticas de garantia de renda e incentivo estatal às pessoas e empresas como mitigação dos efeitos econômicos da pandemia, o Brasil continua a produzir suas jabuticabas. Paulo Guedes e equipe pretendem fazer uma distribuição de renda inédita no mundo: tirar do trabalhador para dar ao miserável. Estranhamente, o Ministério da Economia não cogita tributar a distribuição de lucros daqueles que ainda têm muito a lucrar,…

Confinamento para rico é férias; para pobre é fome, analisa Paula Schmitt

PAULA SCHMITT/Poder360 –  Esses dias de coronavírus estão servindo para algumas reflexões, e uma das frases que mais tenho ouvido é que “na morte somos todos iguais”. É uma frase até bonita, mas, acima de tudo, muito frívola. A morte não nivela ninguém, porque naquele momento ninguém é alguma coisa –ali, todos deixaram de ser. É a vida, e como a vivemos, que realmente importa. É essa existência –um presente para alguns, um peso para outros– que vamos carregar do berço ao caixão. E a pandemia do coronavírus está de certa forma servindo para expor a diferença abismal entre as…

Coronavírus: como ficam os contratos em shoppings centers

A Onerosidade excessiva e a teoria da imprevisão A regra geral aplicada aos contratos é o da sua obrigatoriedade, ou seja, uma vez firmado pelas partes, não poderá ser modificado, a não ser que haja concordância de todos os seus signatários quanto a mudança do que foi ajustado. Essa regra é absolutamente essencial para que as relações sociais e empresariais se desenvolvam com estabilidade e previsibilidade, caso contrário a insegurança traria como consequência o caos social e inviabilizaria a atividade empresarial. Essa regra, no entanto, comporta exceção que se dá justamente naqueles casos onde se verifica a ocorrência de algo…

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