Por Weiller Diniz* Desde o batismo no mandato, por evangelização autoritária, Jair Bolsonaro ensaia destruir a democracia e sequestrar órgãos do Estado para doutriná-los como um bem particular ou familiar, notadamente os confessionários de inteligência, como Abin, Receita e PF. As pregações antidemocráticas renderam acusações por crimes de responsabilidade e comuns, puníveis com o impeachment. Há mais de 50 deles descrevendo os pecados totalitários do capitão. Os demônios de inspiração nazista têm sido exorcizados pelo Supremo Tribunal Federal e apenas observados por outros burocratas da democracia, impassíveis. Os cultos abusivos se repetem e vão sendo testados e modulados. Após os…
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“Aparelhamento”!? Abin expande quadros de arapongas, nas várias esferas do poder, como fizeram os militares, na ditadura
Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia – Por ocasião da queda do ex-ministro Sergio Moro, no dia 24 de abril, escrevi aqui, no 247, artigo em que alertava: “Moro bombardeou Bolsonaro e ensaiou fazer uma revelação gravíssima, ao citar alguns nomes possíveis para a substituição do ex-diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Parecia querer contar (mas não foi adiante), que o próximo xerife da PF será Alexandre Ramagem, (o atual chefe da Abin), e que este vem a ser o homem que juntamente com Carluxo minou a permanência do general Santos Cruz no cargo e, com total apoio do…
“Saldo da eleição reflete a organização de grupos minoritários em defesa de seus direitos”, diz cientista político
Nas últimas eleições municipais, realizadas em novembro, a quantidade de candidatos pertencentes a grupos minoritários teve um aumento significativo em comparação ao processo eleitoral de 2016. Para Doacir Gonçalves de Quadros, cientista político e professor do Centro Universitário Internacional Uninter, a expansão de determinados grupos pleiteando cargos públicos e eletivos representa uma mobilização em busca de terem seus direitos constitucionais reconhecidos e preservados, uma vez que são classes marginalizadas pelas políticas de governo. “Esse movimento sinaliza a adesão a um caminho institucionalizado para comover a opinião pública, além de articular e negociar seus interesses nas casas legislativas”, opina. “A representação…
Vacina obrigatória: O governo pode obrigar a população a se imunizar contra covid-19?
“Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. A frase proferida pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto ainda causa discussão, em especial no cenário onde diversas farmacêuticas como a Moderna, Sinovac e Pfizer divulgaram os resultados das pesquisas das vacinas contra covid-19 — em fase três dos testes clínicos. A previsão é que algumas possam ser utilizadas ainda este ano. No Reino Unido, por exemplo, a campanha vacinal em massa começou na última terça-feira, 8. No caso do Brasil, é possível que essa vacina seja obrigatória? Segundo o advogado Sergio Vieira, sócio diretor da Nelson Wilians Advogados, há diversos caminhos para…
HÁ 40 ANOS! SEM JOHN E SEM GISELLE
Mauricio Cordeiro (Mauriçola) No dia 8 de dezembro de 1980, às 21h, eu comecei meu voz e violão no “Bar Carlitos ” perto do cemitério da “Consolação” em São Paulo. Era apaixonado pela belíssima garçonete Giselle(O dono do bar também era). A única música dos “Beatles” que eu tocava com o meu péssimo inglês era “The long and winding road”.Esboçava “for no one” meio Caetano Veloso e cantava pra valer “Imagine ” bem bossa nova João Gilberto, para dizer que era das “margens bossanovistas do Rio São Francisco, Juazeiro Bahia “como me saudava o jornalista Wander Prata. Toquei, peguei meu…
Obituário de uma nação
Por Weiller Diniz* – O breviário da onda direitista para assassinar as democracias no mundo apresenta premissas convergentes de supressão do Estado de Direito. A deterioração política, freios institucionais e desaprovações sociais obrigam o abandono de alguns métodos, mas os que sobrevivem são manuseados recorrentemente. No Brasil, a primeira tentativa foi matar a democracia. O capitão tentou deslegitimar as instituições, chamou golpe, encorajou enfrentamentos, investiu contra a imprensa e conspirou contra direitos fundamentais. Diante do malogro da quartelada foi coagido a abdicar de algumas estratégias, mas segue adepto daquelas ainda disponíveis. Remanescem a desarticulação da União, o extermínio do bem-estar,…
Escolas cívico-militares: onde entra a responsabilidade familiar?
*Por Ana Regina Caminha Braga O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, com proposta de implementação de 216 instituições do modelo em todo o país, até 2023. Além das mudanças na rotina dos alunos e professores, essa estrutura vai impactar diretamente na gestão escolar, começando pelos diretores. No novo formato, o diretor-geral segue sendo um professor da rede de educação, responsável por cuidar do conteúdo e do material pedagógico. Contudo, ele dividirá o posto com um profissional militar, que deve auxiliar nas questões educacionais e garantir o…
Na rota da perdição
Evaldo Costa – Uma das traições mais duras à memória de um homem como Miguel Arraes é reivindicar privilégio em decorrência de relação de parentesco com ele. Porque se houve um homem avesso à odiosa prática que é dar o que é de todos aos seus – este homem foi Miguel Arraes. Força política e oportunidades não faltaram a ele. Pode-se dizer que teve duas carreiras políticas, cada uma delas entre as mais bem sucedidas da história pernambucana. Na primeira, interrompida pela ditadura, foi secretário da fazenda (duas vezes), deputado estadual, líder da oposição, prefeito do Recife e governador do…
Duelo em família no Recife
Por Bernardo Mello Franco – Para quem gosta de acompanhar uma disputa em família, a eleição do Recife é diversão garantida. Os primos João Campos e Marília Arraes travam uma batalha renhida pela prefeitura. Eles duelam pelo espólio político de Miguel Arraes, governador de Pernambuco por três mandatos. O filho de Eduardo Campos é candidato pelo PSB. Ele encarna o papel do príncipe herdeiro. Sua coligação reúne uma dúzia de partidos e conta com as máquinas do estado e da prefeitura. Marília, a ovelha desgarrada, rompeu com o pai do rival em 2014. Acusava Eduardo de controlar a legenda com…
Acabou a campanha? Ou proibição será apenas no papel?
por Fernando Duarte – Demorou um pouco a resolução do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) proibindo a realização de atos de campanha. Desde o dia 27 de setembro, quando a propaganda eleitoral passou a ser permitida, o que se viu, principalmente no interior do estado, foi uma série de descumprimentos das recomendações sanitárias. Era como se na campanha eleitoral tudo o que foi proibido entre os meses de março e setembro passasse a ser permitido. Como se a pandemia tivesse acabado. Um erro crasso. Dados coletados pelo Bahia Notícias sugerem um aumento expressivo do número de casos nas cidades mais populosas…