A história de José Datrino, o “Gentileza”

Em 1961, uma das maiores tragédias da história do Brasil mudou para sempre a vida de um homem.

Após o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, que matou mais de 500 pessoas, muitas delas crianças, o empresário José Datrino disse ter recebido uma missão divina.

Abandonou os negócios, passou a viver nas ruas e dedicou sua vida a consolar pessoas e espalhar uma única mensagem: o amor ao próximo. Vestido com uma longa túnica branca, caminhava por barcas, trens e avenidas repetindo palavras de esperança.

Chamado de louco por muitos, respondia: “Sou maluco pra te amar e louco pra te salvar.” Foi ele quem eternizou a frase “Gentileza gera gentileza”, pintando suas mensagens em dezenas de pilastras do Rio de Janeiro.

Anos depois, a Comlurb apagou as inscrições, provocando uma onda de protestos que levou a Prefeitura do Rio a restaurá-las.

Curiosamente, o reconhecimento que ele tanto merecia só veio após sua morte, em 1996.

Sua história virou música, enredo de escola de samba, livros e documentários, transformando o Profeta Gentileza em um dos maiores símbolos de amor, esperança e humanidade do Brasil.

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