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REUNIÃO DEVE DEFINIR ESTRATÉGIAS PARA IMPLANTAÇÃO DO PARQUE TATU BOLA DA CAATINGA

tatu-bolaO diretor presidente da Agência do Meio Ambiente de Petrolina (AMMA), Gleidson Castro, acompanha nesta quinta (10), o secretário estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos André Cavalcanti.

Ambos estarão em reuniões junto aos gestores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Na pauta, a criação do Parque Tatu Bola da Caatinga, que uma vez consolidado, deverá abrigar áreas dos municípios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista. No último mês de junho, representantes das três prefeituras sertanejas, Ministério do Meio Ambiente e Univasf participaram de um encontro para marcar a agenda de ações que efetivamente possam transformar o projeto do Parque em realidade. As reuniões desta quinta acontecerão às 14h, no Incra e às 16h, na Univasf.

“Os encontros têm sido propositivos na medida em que detalhamos o que cada instituição está fazendo para que se possa concretizar a implantação do Parque Tatu Bola da Caatinga. Todos os detalhes estão sendo discutidos, a exemplo da área de abrangência da unidade de conservação, das leis de proteção, dos cuidados e manutenção que serão destinados, da rotina das áreas que contemplarão o Parque. Não temos dúvida de que este será um importante equipamento de proteção ambiental”, pontua o diretor presidente da AMMA, Gleidson Castro.

A proposta da implantação do Parque Tatu Bola tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a importância da preservação do bioma Caatinga, além de preservar a espécie do tatu bola, escolhido como mascote da Copa do Mundo 2014. A manutenção e conservação do Parque será desenvolvida de maneira interinstitucional com a participação das esferas públicas constituídas, universidade, Conselhos de Meio Ambiente e a comunidade de maneira geral. 


Pesquisadores do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD) da Univasf, sob a coordenação do professor José Alves de Siqueira , já mapearam as áreas mais propícias para a instalação das unidades de conservação, com dados precisos para que o projeto obtenha o sucesso almejado. “Na verdade, todas as instituições envolvidas estão concentrando esforços para que o projeto saia do papel e comece a ganhar forma na prática. Sabe-se que é um processo gradativo, que levará tempo para ser totalmente efetivado, mas vemos o interesse de todos e isso é muito positivo”, frisa o professor da Univasf, José Alves Siqueira.

Unidades de Conservação– Uma vez implantado, o Parque Tatu Bola não será a única unidade de Conservação do sertão. Aliás, nesse quesito, a região tem dado um bom exemplo quando o assunto diz respeito à implantação de equipamentos públicos que visem a conservação e preservação do meio ambiente. Petrolina, por exemplo, desenvolve o programa de Proteção da Caatinga, através das UCCA´s (Unidades de Conservação da Caatinga). Vários proprietários rurais já tiveram suas áreas visitadas por técnicos da AMMA e membros do Conselho Municipal da Caatinga, para a verificação de que possuem os critérios indispensáveis para a participação no programa.

As unidades de Conservação da Caatinga têm como principal objetivo, possibilitar a  preservação da  biodiversidade da caatinga, possibilitando ao mesmo tempo com que o homem sertanejo possa ter emprego e renda através de atividades ligadas ao ecossistema. Para fazer parte das UCCA´s, as propriedades rurais devem ser inscritas em cartório de Registro de Imóveis ou documento similar (sindicato, INCRA, INTERPE, CODEVASF, Receita Federal) e com área de pelo menos cinco hectares; a área que não tenha vegetação natural ou reflorestada de plantas nativas da caatinga o produtor terá que se comprometer em fazê-lo; no local que será objeto da unidade de conservação da caatinga, poderão ser coletadas sementes para produção de mudas para replantio, devidamente autorizada pelo Conselho Municipal da Caatinga e pela AMMA; dentre outros critérios.

Os proprietários rurais cadastrados no Programa receberão incentivo financeiro para a manutenção da área de caatinga.

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