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FORTES EMOÇÕES NOS JOGOS DA COPA MATAM TORCEDORES

humbervaque andradeNinguém tem dúvida: o jogo do Brasil contra a seleção do Chile foi tenso. Muito tenso. A cada jogada perigosa do adversário a tensão era geral e quando o alívio acontecia, sempre alguém gritava: “Haja coração!” Realmente é preciso ter um bom coração para assistir jogos nervosos o que deve acontecer das oitavas de final até os jogos finais dessa Copa do Mundo.

Mas a emoção do futebol não causa só alegrias, mas óbitos também. Este mundial já contabiliza algumas mortes, como do baiano de Casa Nova Humbervaque Nascimento Andrade, 44 anos, e do carioca Jairo de Oliveira, 69.

Humbervaque Andrade. Foto

O problema é tão sério que o cardiologista Nabil Ghorayeb, do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo desenvolveu uma pesquisa que constatou um aumento de 28% no atendimento de emergências cardíacas. Essa foi realizada em seis hospitais, durante a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Agora, o médico ampliou a amostragem para nove prontos-socorros, de várias cidades do Brasil. “Queremos atingir 6.000 pacientes no período da Copa do Mundo.”

Ele adverte que a ansiedade associada ao nervosismo, em jogos de futebol, podem desencadear problemas graves no coração, especialmente, para quem já faz tratamento de alguma doença cardíaca. E mais: segundo Ghorayeb quanto pior for a seleção brasileira nesse mundial, maior será o número de atendimentos. Haja coração!!!

 A festa acabou

Foi isso que aconteceu com Humbervaque Nascimento Andrade, ator e diretor de teatro, .membro do Conselho de Cultura Municipal de sua cidade , titular do Colegiado Setorial de Teatro da Bahia e ativista militava pelo teatro baiano. Ele era hipertenso e fazia uso de medicação para controle da pressão. Não era fanático por futebol, mas o patriotismo era altíssimo em tempos de Copa. No dia do inesquecível jogo entre Brasil e Chile, ele assistiu a partida na companhia de amigos e se emocionava, e muito. Aa cada gol ele era pura euforia.

No último gol de pênalti da seleção brasileira que definiu o jogo ele saiu de casa, foi para a calçada da residência onde estava comemorar com os amigos. Ele correu na rua, gritou, pulou. Depois o grupo voltou para continuar na frente da TV e ver a entrevista, também emocionada do goleiro Júlio César. Nesse momento ele caiu ajoelhado, por cima da bandeira do Brasil, em frente a tv.

Como era muito brincalhão os amigos acharam que era mais uma brincadeira do Belzinho, como era carinhosamente chamado. Mas logo perceberam que algo estava errado. Um dos amigos levantou sua cabeça e observou que estava inconsciente e com a boca espumando. As pressas ele foi levado para o hospital, onde foram feitos vários procedimentos para reanimá-lo. Sem sucesso. Ele tinha sido vítima de um infarto fulminante.

 Infarto no Mineirão

jairo rueda de oliveira guimarãesO carioca Jairo Rueda de Oliveira Guimarães, 69, com histórico de hipertensão e diabete, assistia na Arena do Mineirão ao nervoso jogo entre as seleções do Brasil e Chile. Ele realizava o sonho de assistir uma partida da seleção canarinho. Três dias antes do jogo seu filho, Carlos Alexandre Guimarães, lhe presenteou com ingressos para o jogo. Na sexta-feira, véspera da partida eles deixaram o Rio de Janeiro durante a noite e chegaram em Belo Horizonte na manhã seguinte. Junto com a dupla também viajaram um sobrinho João Marcello Rangel Barreto, 38 anos, e a esposa.

Tudo estava normal, até o intervalo para o início do segundo tempo. Jairo e Carlos Alexandre deixaram as arquibancadas e foram até o anel do estádio onde se localizam os bares. O idoso foi até o banheiro e Alexandre foi fumar um cigarro. Quando o jovem voltou para as arquibancadas, notou que o pai não estava no local.

Pouco tempo depois Carlos Alexandre foi informado por um voluntário da FIFA

sobre o mal estar de Jairo que havia procurado ajuda em um posto médico do Mineirão. Ele chegou a informar que não havia tomado o medicamento diário de controle de glicose”. Jairo chegou a ser levado a outro posto médico na arena, localizado no subsolo do estádio. Lá, foi feito um eletrocardiograma que identificou uma alteração nos batimentos cardíacos do idoso. Por causa disso, ele foi transferido para o Hospital Life Center, conveniado da FIFA. Mas por volta das 17 horas, sofreu uma parada cardiorrespiratória vindo a falecer às 17h45.

Na fase da prorrogação ele passou mal e teve um primeiro atendimento no ambulatório do estádio. Como o caso era grave. Oliveira foi transferido às pressas para um hospital particular conveniado com a FIFA, mas adiantou. Ele acabou falecendo por volta das 17h45. Oliveira, que tinha histórico de hipertensão e diabete, foi o terceiro caso de morte diretamente ligada à Copa 2014.

Mortes fora do Brasil

Dia 18 de junho outro torcedor morreu em Bruxelas, na Bélgica, na comemoração da vitória de sua seleção sobre a Argélia. Ele havia escalado uma estátua no edifício da Bolsa de Valores, tradicional ponto de encontro de torcedores na capital belga, de onde sofreu uma forte queda. As informações são do jornal “La Dernière Heure”.

Na China, um jovem de 25 anos morreu após várias noites de privação de sono, segundo a agência de notícias Xinhua. Devido à diferença no fuso horário, os torcedores chineses acabam passando noites em claro para acompanhar os jogos ao vivo. Segundo médicos do Hospital Popular Xiangcheng, o homem teve uma síncope no final do jogo entre Holanda e Espanha, causada pelo fato de ter permanecido acordado desde a abertura da competição.

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