História de
Flávio Bolsonaro diz que acredita que será preso e nega ajuda para deixar o Brasil
Ao “The New York Times”, Flávio comentou as investigações em andamento no Brasil e disparou: “Eu já sei que o desfecho final será a minha prisão.“, disse logo a princípio. Vale lembrar, que até o momento, ele não responde a acusações formais na Justiça. Porém, a situação pode mudar no próximo ano, quando terminar seu mandato e ele perder a imunidade parlamentar.
Em seguida, o parlamentar brasileiro também negou ter recebido ajuda para deixar o país no dia 27 de outubro. Inclusive, ele afirmou que organizou a própria viagem. “Foi tudo obra minha.“, garantiu antes de acrescentar: “Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo.“.
A versão, porém, contrasta com uma declaração atribuída a Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca. Em entrevista ao “Metrópoles”, ele afirmou ter providenciado o jato usado pelo senador durante o deslocamento.
Rota passou por Argentina e Equador
Flávio deixou o Brasil acompanhado da esposa, Fernanda, e das filhas, dois dias depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições presidenciais. O primeiro destino foi a Argentina. De lá, ele embarcou em um voo particular para Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami, nos EUA, onde chegou na manhã de 28 de outubro.
A viagem ocorreu logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão dos passaportes do senador e proibi-lo de deixar o país. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, considerou alertas da Polícia Federal (PF) sobre o risco de que o político saísse do Brasil. Isso para evitar as investigações por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.