Hoje é o dia do homem

O Dia do Homem tem, entre outros objetivos, busca chamar a atenção para a saúde do homem e é celebrado, no Brasil, em 15 de julho.

Em 15 de julho, é celebrado, no Brasil, o Dia do Homem. Entretanto, essa mesma data é comemorada por muitas nações do exterior em 19 novembro. Ambas as datas têm o propósito de chamar a atenção da sociedade para problemas e circunstâncias que possam atingir, em especial, o sexo masculino. Além disso, ambas foram instituídas na década de 1990.

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Homens abandonam exercícios e tendem a ser mais sedentários do que mulheres, apontam estudos

Especialista explica por que este público desiste mais da atividade física e alerta sobre os riscos para a saúde masculina.

O Dia do Homem, celebrado nesta quarta-feira (15), vem se tornado cada vez mais espaço para discutir um tema ainda cercado por barreiras culturais: o cuidado com a saúde masculina.

Embora a procura por academias e programas de treinamento tenha crescido nos últimos anos, pesquisam apontam que este público, majoritariamente, ainda adota comportamentos que dificultam a continuidade da prática de exercícios físicos, comprometendo tanto os resultados quanto à prevenção de doenças.

Entre os erros mais frequentes estão o excesso de carga logo nas primeiras semanas, a ausência de periodização adequada, a expectativa por mudanças rápidas no corpo e o abandono do treinamento diante da primeira estagnação dos resultados.

Para o profissional de Educação Física e personal trainer Jauan Anselmo, especialista em fisiologia do exercício com foco em emagrecimento, hipertrofia e adesão ao treino, esse padrão faz parte de uma cultura que valoriza desempenho imediato em detrimento da construção gradual da saúde.

“Existe uma pressão muito grande para que o homem demonstre força e alcance resultados em pouco tempo. Isso faz com que muitos treinem acima da capacidade física, ignorem sinais de fadiga e acabem desistindo quando percebem que o processo exige constância. O exercício físico precisa ser encarado como um projeto de longo prazo, não como uma solução imediata”, explica.

O cenário é reforçado pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam que 47% dos brasileiros adultos são sedentários. Entre os jovens, o índice chega a 84%, demonstrando que a inatividade física permanece como um dos principais desafios de saúde pública no país.

Desistência é maior entre homens

Segundo o relatório divulgado pela Health & Fitness Association (HFA), entre 2024 e 2025, a evasão masculina dos programas de treinamento nos primeiros 90 dias é de 20% a 30% superior à observada entre as mulheres. Entre os principais fatores estão lesões decorrentes do excesso de intensidade, expectativas irreais quanto à hipertrofia e a interrupção das atividades quando ocorre o chamado platô fisiológico, fase natural em que os resultados deixam de evoluir rapidamente.

Segundo Jauan, a interrupção precoce impede justamente que o organismo desenvolva adaptações importantes para a melhora da capacidade física e da saúde.

“O platô não significa que o treino deixou de funcionar. Pelo contrário: ele indica que o organismo se adaptou ao estímulo e precisa de novos ajustes. É nesse momento que o acompanhamento profissional faz diferença, porque a prescrição deixa de ser baseada apenas na motivação e passa a seguir critérios técnicos”, ressalta o especialista

Sedentarismo aumenta riscos

Além dos impactos na composição corporal, a falta de atividade física também favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Estudos publicados entre 2020 e 2023 no Journal of Applied Physiology demonstram que o sedentarismo prolongado acelera, nos homens, o desenvolvimento da disfunção endotelial, uma alteração na função dos vasos sanguíneos considerada um dos primeiros estágios para hipertensão arterial, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo as pesquisas, essa deterioração pode ocorrer quase duas vezes mais rapidamente do que em mulheres da mesma faixa etária.

Para o especialista, que está à frente da plataforma virtual Jauan Treinos, a prática regular de exercícios físicos continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir esses riscos, desde que respeite as características individuais de cada praticante.

Por fim, Jauan destaca ainda que metodologias baseadas na construção gradual da rotina, como a utilizada em seus programas de treinamento, buscam justamente enfrentar um dos maiores obstáculos encontrados entre os homens: a dificuldade de manter constância ao longo do tempo.

“A mudança de comportamento é tão importante quanto o próprio treinamento. O resultado físico acontece como consequência de um processo consistente, e não de esforços isolados”, completa.

AF2 – Assessoria de Imprensa af2assessoria@gmail.com

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