Um novo olhar sobre os fungos chega ao Vale do São Francisco: exposição instalada no EACC da Univasf em Petrolina aproxima Ciência da população e desperta interesse pela Micologia

Projeto itinerante reúne pesquisadores de universidades pernambucanas e apresenta, de forma interativa e acessível, a importância dos fungos para o meio ambiente, a saúde, a alimentação e a biotecnologia. 

Uma imersão pelo universo dos fungos tem despertado a curiosidade de estudantes, professores e visitantes em Petrolina. Com uma proposta educativa e acessível, o projeto “Do Litoral ao Sertão: Museu Itinerante da Micologia Pernambucana (MIMPE)”, coordenado pelo professor Renan Barbosa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está aproximando ciência e população por meio de uma exposição gratuita no Espaço Arte, Ciência e Cultura (EACC), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), na Orla 1 do município.

Idealizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Departamento de Micologia, o projeto conta com a parceria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), do Espaço Arte, Ciência e Cultura (EACC) e financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE). A iniciativa reúne professores e pesquisadores de instituições como UFPE, Univasf, UFAPE e UFRPE/UAST. A exposição apresenta, de forma educativa e acessível, a importância dos fungos para o meio ambiente, a saúde, a produção de alimentos e a biotecnologia, aproximando ciência e sociedade por meio de curiosidades, aplicações práticas e informações científicas sobre esses organismos.

Segundo o professor Renan Barbosa, o projeto surgiu da necessidade de ampliar o olhar da população sobre a micologia e desconstruir percepções limitadas em torno desse reino. “Quando se fala em fungos, geralmente a primeira associação é com doenças, mas eles têm uma importância enorme para o equilíbrio ambiental, para a produção de alimentos, medicamentos e até para avanços biotecnológicos.

Nosso objetivo é mostrar, de forma acessível e interativa, que os fungos fazem parte do nosso cotidiano e desempenham funções fundamentais para a vida.

Ver o interesse dos estudantes e do público durante as atividades e oficinas mostra que iniciativas como essa realmente conseguem despertar a curiosidade científica e ampliar o olhar sobre esse reino tão importante”, destacou.

Além da exposição, o projeto também realizou com sucesso a oficina gratuita “Técnicas para Identificação de Fungos Macroscópicos” ministrada pela professora Tatiana Gibertone, voltada para professores do ensino fundamental e médio e estudantes de licenciatura. A atividade promoveu uma capacitação básica para reconhecimento de fungos visíveis a olho nu encontrados na natureza, incentivando a disseminação desse conhecimento dentro das salas de aula.

Para a professora Vívian Pamponet, da EREFEM Joaquim André Cavalcanti, a experiência representa uma importante ferramenta de aprendizado para os estudantes. Segundo ela, a exposição ajuda a ampliar a visão sobre os fungos, um reino ainda pouco explorado na educação básica e geralmente associado apenas a doenças ou alimentação. “A atividade mostra a importância ecológica desses organismos e a diversidade de fungos existentes na natureza”, destacou. A docente também ressaltou que o conhecimento apresentado vai além da sala de aula. “Os estudantes entendem aplicações importantes dos fungos na saúde, como a produção da penicilina, e levam esse aprendizado como algo enriquecedor para a vida”, completou.

Entre os mais de 90 estudantes que visitaram o primeiro dia da exposição, a iniciativa despertou entusiasmo e novas descobertas. A aluna Alicia Reis, do 2º ano da EREFEM Joaquim André Cavalcanti, afirmou que a experiência mudou completamente sua percepção sobre os fungos. “Na escola, a gente não tem algo parecido, então foi uma experiência muito inovadora. Antes eu achava que fungos eram só cogumelos ou o mofo do pão, mas aqui aprendi muitas coisas que nunca tinha visto na vida”, relatou. Animada com o aprendizado, a estudante também fez questão de convidar outras pessoas para conhecerem a exposição. “Vale muito a pena. Vou indicar para meus colegas e familiares”, concluiu.

A exposição segue aberta ao público no EACC, em Petrolina, nos dias 20 e 21 de maio, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e no dia 22 de maio, das 9h às 12h.

 

Texto e fotos: Jaquelyne Costa

Assessoria de Comunicação do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna/Univasf)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com