Segundo informações apuradas pela repórter Amanda Franco, a reativação da hidrovia deve impactar diretamente o escoamento da produção agrícola regional, hoje dependente do transporte rodoviário, que encarece os preços finais dos alimentos.
Atualmente, o projeto passa por estudos técnicos de modelagem econômica. Embora as obras estivessem previstas para começar em janeiro deste ano, o cronograma segue condicionado à liberação do licenciamento ambiental. A expectativa do governo federal é que o planejamento avance nos próximos seis meses, com a possibilidade de operações de carga ainda em 2026.
Impacto logístico e redução de custos no agronegócio
A operação da hidrovia tem o potencial de atender 505 municípios e uma população estimada em 11 milhões de pessoas. No primeiro ano de atividade, a previsão é de que sejam movimentadas 5 milhões de toneladas de produtos, com foco em frutas, soja, milho e algodão.
O sistema também deve ser utilizado para o transporte de insumos essenciais, como fertilizantes, calcário e gesso, o que pode refletir na redução do custo final dos alimentos para o consumidor.
Um dos principais benefícios destacados é a eficiência logística: cada comboio de embarcações — composto por balsas e empurradores — tem capacidade para substituir 163 carretas nas rodovias. Além da economia financeira, a medida visa diminuir o desgaste das estradas e a emissão de CO2, tornando o transporte de longa distância menos poluente.
A reativação é considerada estratégica para os polos de fruticultura irrigada, como Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. A conexão hidroviária entre o Sudeste e o Nordeste é vista por especialistas como uma solução para gargalos históricos de infraestrutura que encarecem a produção nacional