Ministério dos Portos projeta reativar hidrovia Pirapora/Juazeiro no Rio São Francisco

BAND – O Ministério de Portos e Aeroportos, por meio da Autoridade Portuária Federal (CODEBA), trabalha na reativação da navegação comercial no Rio São Francisco para baratear o transporte de cargas e ampliar a sustentabilidade no setor logístico.
O projeto compreende um trecho de 1.300 quilômetros de extensão, ligando as cidades de Pirapora, em Minas Gerais, a Juazeiro, na Bahia. A proposta central é transformar o chamado “Rio da Integração Nacional” em um vetor de desenvolvimento econômico para cinco estados brasileiros.

Segundo informações apuradas pela repórter Amanda Franco, a reativação da hidrovia deve impactar diretamente o escoamento da produção agrícola regional, hoje dependente do transporte rodoviário, que encarece os preços finais dos alimentos.

Atualmente, o projeto passa por estudos técnicos de modelagem econômica. Embora as obras estivessem previstas para começar em janeiro deste ano, o cronograma segue condicionado à liberação do licenciamento ambiental. A expectativa do governo federal é que o planejamento avance nos próximos seis meses, com a possibilidade de operações de carga ainda em 2026.

Impacto logístico e redução de custos no agronegócio

operação da hidrovia tem o potencial de atender 505 municípios e uma população estimada em 11 milhões de pessoas. No primeiro ano de atividade, a previsão é de que sejam movimentadas 5 milhões de toneladas de produtos, com foco em frutas, soja, milho e algodão.

O sistema também deve ser utilizado para o transporte de insumos essenciais, como fertilizantes, calcário e gesso, o que pode refletir na redução do custo final dos alimentos para o consumidor.

Um dos principais benefícios destacados é a eficiência logística: cada comboio de embarcações — composto por balsas e empurradores — tem capacidade para substituir 163 carretas nas rodovias. Além da economia financeira, a medida visa diminuir o desgaste das estradas e a emissão de CO2, tornando o transporte de longa distância menos poluente.

A reativação é considerada estratégica para os polos de fruticultura irrigada, como Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. A conexão hidroviária entre o Sudeste e o Nordeste é vista por especialistas como uma solução para gargalos históricos de infraestrutura que encarecem a produção nacional

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